É na adversidade que um amigo se torna um irmão.

Provérbios 17: 17
 “Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão”.

Embora o ser humano possa ser estudado psicologicamente e, com isso, se encontrar “falhas” ou “defeitos” na sua maneira de comportar em relação ao próximo (sendo esse próximo qualquer pessoa com a qual se relaciona) ou, até mesmo, em relação à própria natureza, devemos estar conscientes de que a conclusão de um diagnóstico nada pode fazer pelo mal em si mesmo, ou seja, chegar à conclusão de que alguém tem um desvio de personalidade não significa que a cura foi efetuada. O diagnóstico apenas revela o problema e sua provável causa, daí por diante se busca a cura através de um tratamento específico.

Filosoficamente, Aristóteles, dividiu a amizade em três grupos ou três tipos: a amizade por prazer, por interesse e a amizade verdadeira. Há amizade que visa o bem e cujos amigos se procuram porque querem bem uns aos outros e essa é a amizade verdadeira, mas há amizades cuja finalidade é o interesse e a utilidade, e outras que são o prazer e aquilo que é agradável. A amizade verdadeira é justificada como a mais sublime, porque é o tipo de amizade que visa somente à bondade por si mesma, ou seja, busca o bem do amigo por amor ao amigo. E nas palavras do próprio filósofo grego: “Essa espécie de amizade, pois, é perfeita tanto no que se refere à duração como em outros aspectos, e nela cada um recebe de cada um em todos os aspectos o mesmo que dá ou algo de semelhante. E é exatamente isso o que deve acontecer entre amigos”.

A amizade da qual a Bíblia nos fala, deve ser entendida, dentro da ótica filosófica, como sendo a amizade verdadeira, mesmo porque, o tipo de amor ao que o nosso Deus se refere, é o amor ágape. O amor ágape está muito ligado ao amor divino, incondicional e com sacrifício (no sentido de renúncias). Embora, muitas pessoas ignorem, ele também pode e deve ser praticado pelos homens, mas, sem dúvida alguma, com uma intensidade muito menor devido à nossa imperfeição. O ágape é o amor afetivo, isento de qualquer tipo de conotação, segundas intenções, malícias ou interesses pessoais.

Assim, esse artigo tem por finalidade nos despertar para a possibilidade de que podemos ter um amigo, ou uma esposa, ou um esposo, ou um filho (a) ou, até mesmo, um irmão na fé que, talvez, seja a pessoa mais problemática do mundo e que se, de fato, os amarmos verdadeiramente, nada romperá o laço que nos une.

A orientação bíblica de amarmos o amigo em todo o tempo significa que devemos conservar a amizade independente das circunstâncias da vida. Circunstâncias que, ninguém neste mundo tendo o poder de controlar, pode se abater sobre qualquer um. Por isso é que o nosso Deus pede que estejamos prontos e dispostos a estender as mãos aos amigos, pois, foi exatamente isso que Ele fez a nós, sendo nós seres imperfeitos e, pior do que isso, éramos seus inimigos e Ele nos fez íntimos amigos.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– https://www.sabedoriapolitica.com.br/news/sobre-a-amizade-em-aristoteles/

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