Jesus operou muitos milagres na vida daqueles que criam nEle.

João 21: 25
 “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!”

A Bíblia, como um livro, é extremamente modesta naquilo que diz respeito ao que chamamos “milagres”. Não encontramos por todas as páginas do Livro Sagrado relatos de feitos extraordinários que poderiam ser apontados como milagres. O que, de fato, encontramos é que, em sua maior parte, a Bíblia concentra-se na providência ordinária de Deus, mais do que nas manifestações especiais ou espetaculares que proclamam sua presença. Grupos de tais eventos, entretanto, sempre marcam novos começos — Moisés, Samuel, Elias e Eliseu, o Senhor Jesus e os apóstolos. Ao operar de forma inquestionável, o Senhor assim sela e sinaliza a natureza especial e única dos tempos e de seus participantes. Isso nos ajuda a ver Eliseu, assim como Elias, como um dos notáveis homens de Deus.

A escolha de Eliseu foi uma expressão da soberania do Senhor, mas exigia uma resposta pessoal, ou seja, o convite de Deus a homens e mulheres para realizarem a Sua obra implica em renúncia e obediência – renunciar à própria vida (no sentido de realizar desejos e ambições estritamente no âmbito secular) e obedecer, sem nenhuma restrição, à voz de Deus, o chamado de Deus envolve sacrifício. Eliseu pertencia a uma família rica e amorosa, na qual tinha liberdade para fazer o que desejasse – “Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; e ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou a sua capa sobre ele. Então, deixou ele os bois, e correu após Elias, e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. E ele lhe disse: Vai e volta; porque que te tenho eu feito?”; mas o senso do chamado era muito forte. A capa peculiar do profeta o envolveu, separando-o para a função profética, e ele abandonou a posição social e os privilégios, para tornar-se “aprendiz” do homem mais velho e “servo” de Deus.

Flávio Josefo, o historiador judeu que escreveu para os romanos, fala que Jesus realizou “obras maravilhosas” e que era “o Cristo”; foi morto por Pilatos e apareceu no terceiro dia depois de sua morte para os que o amavam. Josefo vai além e diz que até agora, “a raça dos cristãos” ainda não morreu. Certamente existem evidências suficientes em outras fontes que comprovam ser Jesus realmente o Cristo e que os efeitos de seu ministério se espalharam, desagradaram seus oponentes e, por isso, foi morto por ordem de Pôncio Pilatos. O Novo Testamento, todavia, é sem dúvida a principal fonte de informação. Os autores dos evangelhos dão muita ênfase aos eventos concernentes à vida de Jesus, na forma de uma explicação cuidadosa, dirigida aos que desejam conhecer melhor o Filho de Deus.

As obras e as palavras de Jesus provocavam uma resposta imediata por parte de muitos, onde quer que Ele fosse. As pessoas ficavam maravilhadas e mesmo assim muitas vezes não sabiam como responder.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Quem é Quem na Bíblia Sagrada – Paul Gardner
– História dos Hebreus – Flávio Josefo

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