Estevão: Um discurso que se deparou com o de Saulo.

Atos 6: 8-10
 “E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava”.

Os três maiores grupos religiosos que dominavam as massas no tempo de Jesus eram os fariseus, saduceus e essênios e, embora fossem distintos quanto às suas doutrinas, o alvo principal de cada um era o controle administrativo do Templo. Nenhum deles tinha como preocupação a condição espiritual dos adeptos. Isso pouco importava para eles desde que os adeptos aceitassem e observassem criteriosamente os dogmas de cada respectivo grupo. Havia entre eles uma animosidade, enrustida mas havia (não estamos falando das denominações atuais), todavia, quando o evangelho de Cristo começou a ser propagado pelos discípulos e apóstolos, eles se uniram com o objetivo comum de evitar a expansão do “cristianismo”. O temor deles sempre foi o de perder o controle do Templo.

Muito do que realizamos na nossa vida prática tem aplicação na vida espiritual. Por exemplo, quando queremos neutralizar a ação de alguma substância, basta que adicionemos a ela alguma outra substância a fim de que estando tal substância diluída, ela perca sua propriedade original, ou seja, um veneno diluído muitas vezes não produz imediatamente o efeito que deveria proporcionar, todavia, mesmo que imperceptível, sua ação vai ser sentida ao longo do tempo. E, foi exatamente isso que os grupos religiosos estão tentado fazer desde o nascimento da igreja – estão diluindo o veneno deles no evangelho de Cristo.

Desde seu início, já havia forças operando dentro do cristianismo que poderiam ter destruído ou desviado esse movimento. Dentre elas, havia três que criaram muitos problemas e que, até hoje, continuam a reaparecer sob diferentes formas. Essas três aberrações são contrastadas com o verdadeiro cristianismo.

O verdadeiro cristianismo está evidenciado na vida de todos os que creem interior e exteriormente que a morte de Jesus permite a Deus oferecer o perdão e a vida eterna como uma dádiva e admitem que recebem essa dádiva pela fé e procuram viver em obediente gratidão pelo que Deus fez por eles.

Quando os grupos religiosos perceberam que não podiam fazer oposição à mensagem do evangelho, pois contra a verdade não existe argumento, então, eles começaram a introduzir preceitos e regras para “complementar” a Sagrada Escritura. Assim, surgiram os judaizantes que reconheceram Jesus como sendo o prometido Salvador. Entretanto, qualquer gentio que desejasse ser cristão deveria, em primeiro lugar, tornar-se um judeu. Olhe para os nossos dias e, analisando, diga se não é o que está acontecendo em nosso meio. Tem muita gente que se preocupa muito mais em ser vista como “assembleiana” do que como crente verdadeiro.

Outro grupo é o dos legalistas. Estes cristãos são aqueles que vivem sob as regras de uma grande lista de “nãos”. O favor de Deus é alcançado pelo bom comportamento. E, por fim, um grupo extremamente radical e perigoso, é o dos liberalistas, pois, estes  cristãos vivem acima das leis. Não necessitam de diretrizes. A Palavra de Deus não é tão importante quanto o nosso senso da orientação divina.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal (pág. 1639, extraído e adaptado)

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