O método de perseguição.

Atos 26: 10-11
 “… E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui”.

Quando se fala de intolerância religiosa, é totalmente compreensível, dissemos compreensível e não aceitável, que alguns grupos façam oposição aos que são chamados cristãos – seguidores da doutrina de Cristo. Isso é compreensível quando a manifestação desta intolerância se dá por grupos de pessoas que vivem segundo o sistema do mundo e ou quando a fé de um se manifesta num radicalismo desenfreado. Quando se fala de intolerância religiosa sempre pensamos que os intolerantes não pertencem ao mesmo seguimento religioso no qual estamos inseridos. Aliás, pensamos que os intolerantes não possuem nenhuma religião.

As notícias que veiculam sobre a perseguição islâmica aos cristãos devem ser analisadas com muito cuidado, pois os mulçumanos creem no mesmo Deus que nós cremos. O grupo do Islã que persegue os cristãos é um pequeno grupo radical que defendem o Alcorão na sua completa literalidade. Olha que interessante! Não acontece a mesma coisa no meio cristão evangélico? Evangélico perseguindo evangélico por causa de uma conveniente intepretação da Bíblia.

Saulo de Tarso era um cruel perseguidor. Evidentemente que a Bíblia não tem o interesse de ser meticulosa quanto aos pormenores da crueldade que Saulo de Tarso cometia, mas, nas entrelinhas do testemunho do próprio Paulo, ele deixa explícito o quanto ele foi cruel em suas atitudes.

Encerrei muitos dos santos” nos dá a impressão de que Saulo de Tarso se aproximava dos cristãos e dava voz de prisão, mas a realidade não é bem essa. Felizes são os que chegaram até às prisões, vivos. Até chegarem ao lugar onde seriam encarcerados muitos estavam mutilados de tanto serem espancados. Açoites, grilhões, ofensas verbais, estupros e outros atos violentos permeavam a perseguição.

Obriguei-os a blasfemar”. Você, caro leitor (a), já parou para pensar em como isso era feito? É lógico que há algumas pessoas que não é preciso muito argumento persuasivo para fazer com que mudem de ideia, mas vamos pensar nos que estão “firmados na Rocha”. O crente fiel não negará a Jesus em nenhuma hipótese. Ele pode estar sob qualquer tipo de ameaça, mas o nome de Jesus ele não nega e, talvez seja, exatamente ao presenciar isso, que Paulo (mais tarde convertido) vai escrever aos Romanos – “Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!”, ou seja, ele se deparou com um grupo de pessoas que estavam dispostas a perder a vida em lugar de negar a fé.

Enfurecido”. O termo, por si só, diz tudo o que Saulo sentia em relação aos cristãos. O termo, em si, não denota um sentimento efêmero, mas aponta para uma natureza própria de quem odeia a Deus e tudo o que se relaciona com Ele.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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