Um chamado pela presciência de Deus.

Gálatas 1: 15-16
 “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que O pregasse entre os gentios…”.

Tenho visto, para a desonra do evangelho, que muitos pregadores dos dias de hoje quanto mais fazem uso do microfone, demonstram ter menos conhecimento da Palavra de Deus. Nenhuma das ilustres figuras da Bíblia Sagrada, seja homem ou mulher, tornou-se instantaneamente um instrumento notável nas mãos de Deus, todos eles passaram por um processo de “aperfeiçoamento” até tornarem-se verdadeiros instrumentos úteis para a pregação do evangelho. Paulo de Tarso não foi diferente.

O processo pelo qual Paulo passou tinha por fim lapidar o “fariseu” de tal forma, que suas convicções “religiosas”, a partir do encontro com Jesus, estivessem fundamentadas apenas nas coisas que ele mesmo compreendesse acerca do “cristianismo”. No seu processo de aperfeiçoamento, Paulo foi afastado de tudo e de todos para que, sozinho, pudesse pensar no que acarretaria o testemunho da fé recém-encontrada, bem como, para conhecer melhor o Senhor Jesus e para compreender o que significava ser um mensageiro da graça.

O grande problema que a teologia enfrenta é a enorme quantidade de teólogos que, mediante seus conceitos teológicos, assombram os estudos bíblicos. Assombram no sentido de que, em vez de elucidarem algumas questões, as tornam cada vez mais complexas e, em alguns casos, impossíveis de serem aceitas até mesmo pelos mais leigos. Na minha modesta e “insignificante” opinião, ao povo de Deus basta saber que Deus é Onipotente, Onisciente, Onipresente, Benevolente, Misericordioso e Gracioso. Pronto! Entretanto, os perfeccionistas querem saber minuciosamente os detalhes que implicam a atividade de cada atributo divino e, é exatamente neste ponto que as coisas complicam.

Deus diz de Si mesmo que não mente nem se arrepende do que fala ou faz, ou seja, fazendo uso dos Seus atributos, todas as Suas obras são perfeitas. Ele não precisa fazer “reparos” ou “alterações” naquilo que foi projetado antes da fundação do mundo. E bem sabemos que toda a história já está consumada diante da Sua face – “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro”.

O que estamos tentando fazer com que o (a) leitor (a) entenda é que, mesmo, Deus tendo presciência  de todos os acontecimentos, Ele não interfere na liberdade que deu ao homem nas escolhas que faz. Paulo estava determinado por Deus a ser pregador do evangelho aos gentios desde o ventre da sua mãe, entretanto, antes de se tornar o que Deus havia elaborado para si, ele perseguiu, prendeu e matou. Mas, o Senhor sabia que quando Seu Filho se revelasse a ele, Paulo entenderia o que Deus tinha planejado desde o principio para ele.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Paulo, um homem de coragem e graça – Charles R. Swindoll

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2 thoughts on “Um chamado pela presciência de Deus.

  • 18 de outubro de 2021 em 06:19
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    A paz do senhor tremendo começar o dia com está reflexão..

    **O processo pelo qual Paulo passou tinha por fim lapidar o “fariseu”** de tal forma, que suas convicções “religiosas”, a partir do encontro com Jesus, estivessem fundamentadas apenas nas coisas que ele mesmo compreendesse acerca do “cristianismo”. **No seu processo de aperfeiçoamento, Paulo foi afastado de tudo e de todos para que, sozinho, pudesse pensar no que acarretaria o testemunho da fé recém-encontrada, bem como, para conhecer melhor o Senhor Jesus e para compreender o que significava ser um mensageiro da graça.**

    Deus abençoe Pr Erivelton Figueiredo

    Resposta
    • 18 de outubro de 2021 em 07:00
      Permalink

      Graça e Paz Pr. Rafael.
      Deus te abençoe por nos auxiliar nesta obra.

      Resposta

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