Onde está a sabedoria do mundo?

I Coríntios 1: 20
 “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?”

Das informações que a Bíblia nos dá acerca dos pregadores do evangelho, de todos os que foram designados para essa honrosa tarefa, Paulo foi o mais decidido a guardar a pureza, precisão e clareza da mensagem evangelística. Embora não esteja escrito na Bíblia, com todas as letras, de que ele deveria defender a mensagem do evangelho com “unhas e dentes”, ele abraçou esse papel como uma tarefa pessoal. Ele escreveu: “Eu sou designado para a defesa do evangelho“. Isso estava tão profundamente enraizado na consciência de Paulo que quando ele falava do evangelho, geralmente se referia a ele como ” meu evangelho”. É claro que Paulo não estava de modo algum tomando crédito pelo evangelho ou declarando a propriedade privada dele.

Não é o método da pregação que é tido como loucura pela sabedoria humana, mas a mensagem do supremo senhorio de Cristo crucificado e ressurreto. A sabedoria deste mundo é uma sabedoria que exclui a Deus, que glorifica a autossuficiência humana, que faz do homem a autoridade suprema e que se recusa a reconhecer a revelação de Deus em Jesus Cristo. A essa sabedoria Deus chama de loucura, porque por ela o homem não conseguiu descobrir a verdade, nem conhecer o seu Criador. O evangelho e a mensagem da cruz nunca devem ser acomodados à filosofia, à ciência ou a qualquer outra forma de sabedoria humana.

Não estamos instigando ninguém a ignorar o conhecimento humano, apenas estamos afirmando, segundo a Bíblia, que ela não nos capacita a entender ou compreender aquilo que está relacionado à obra de Deus. O modo de pensar de Deus é muito superior ao nosso; Ele conhece todos os pensamentos fúteis dos “sábios”. Os coríntios se gabavam da sabedoria de seus lideres e ensinadores. O orgulho os fazia dar mais valor ao mensageiro do que à mensagem (qualquer semelhança com os nossos dias não é mera coincidência). Só devemos depositar nossa confiança em Deus.

Como a sabedoria humana não possibilita ninguém alcançar a compreensão dos propósitos de Deus anunciados na pregação do evangelho, ela impele os que a tem a ridicularizar a gloriosa mensagem de boas novas de salvação. Nos tempos da igreja primitiva, muitas foram as difamações proferidas pelos romanos e judeus. Debochavam chamando os crentes de canibais, fazendo alusão à Ceia do Senhor. Por não se curvarem diante do panteão de deuses gregos, os crentes daquela época foram acusados de serem ateus. Enfim, para o mundo a mensagem do evangelho é desagradável e repulsiva, pois ela revela o pecado, convence-o da sua condição diante de Deus e invalida qualquer ato de justiça humana.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– O Evangelho Segundo Paulo, John MacArthur
– Bíblia de Estudo Pentecostal
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

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