A mensagem da cruz revela quem nós somos.

I Coríntios 2: 3-4
 “E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder”.

Geralmente quando o pregador usa a expressão “nesta noite Deus manda te dizer…”, ele está procedendo da mesma forma que os profetas da Antiga Aliança que foram reprovados por Deus por que anunciavam o que Ele não tinha mandado – “Porque, desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e, desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade”. As mensagens destes pregadores nos transmite a ideia de um Deus que independente da situação vai tratar as pessoas com benignidade e, desta forma, ser indulgente com o pecado. Sim! O “Deus manda te dizer” é sempre seguido de alguma promessa que o pregador deseja que o ouvinte alcance. São mensagens que deixam os ouvintes numa situação confortável, não exigindo, dos ouvintes, nenhuma mudança de comportamento.

Nós colocamos a nossa vida em risco quando, após fazermos um julgamento de nós mesmos, concluímos que estamos bem em relação a nossa condição espiritual. É nauseante olharmos para uma igreja, mais especificamente para um grupo de crentes, que não se coloca na situação de pecador diante de Deus. Embora estejamos salvos, lavados, remidos, regenerados e convertidos, isso não quer dizer que estamos imunizados contra o pecado. O que difere o salvo do ímpio é a intensidade e frequência com que se peca, bem como a sinceridade com que se confessa o pecado demonstrando arrependimento.

Como dissemos anteriormente, o primeiro impacto que a mensagem da cruz provoca é o de abrir os olhos do pecador para a sua real situação diante de Deus. É fazê-lo entender que é um pecador e que necessita de perdão. Quando essa mensagem não fica bem esclarecida, o ouvinte fica sem saber em que condição ele está ou, mesmo que entenda a sua situação, se a mensagem não é transmitida com clareza, ele não sabe que atitude tomar. Quando Jesus disse, aos que estavam na mesa com Ele, que – “Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores”, Ele não estava dizendo o que as pessoas são, mas o que elas pensam que são – uns pensam que são justos e estão sãos, e outros sabem que são pecadores e doentes.

Parece um exagero o que vamos escreve, mas não é e, infelizmente as pessoas amam o seu pecado. Amam tanto o seu estilo de vida pecaminoso que, geralmente, estão propensos a defender sua pratica pecaminosa. Os pecadores deixados a si mesmos não estão nem dispostos nem capazes de se libertar da escravidão do pecado, entretanto, o que mais vemos com maior frequência são os pecadores mais rebeldes que, muitas vezes, após entenderem a mensagem da cruz, confessam seus pecados e se voltam para o Senhor para redenção.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– O Evangelho Segundo Paulo, John MacArthur.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.