A atualidade do “dom do Espírito Santo”.

Atos 2: 38
 “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”.

No contexto bíblico do versículo em questão, Pedro exigiu o batismo em água antes do recebimento da promessa, porque na mente dos seus ouvintes judaicos, o rito do batismo era pressuposto como parte de qualquer decisão de conversão. Mas, Pedro, agora conhecedor da “verdade”, sabia que o arrependimento, o perdão dos pecados e o batismo são condições prévias para o recebimento do dom do Espírito Santo. O batismo em água antes do recebimento da promessa do Pai não deve ser tido como condição prévia absoluta para a plenitude do Espírito Santo; assim como o batismo no Espírito não é uma consequência automática do batismo em água. Cada crente, depois de se arrepender dos seus pecados e de aceitar Jesus Cristo pela fé, deve receber o batismo pessoal no Espírito. O batismo no Espírito não deve ser considerado um dom automaticamente concedido ao crente em Cristo.

A promessa do batismo no Espírito Santo não foi apenas para aqueles presentes no dia de Pentecoste, mas também para todos os que cressem em Cristo durante toda esta era. O batismo no Espírito Santo com o poder que o acompanha, não foi uma ocorrência isolada, sem repetição, na história da igreja. Não cessou com o Pentecostes, nem com o fim da era apostólica. É o direito mediante o novo nascimento de todo cristão buscar, esperar e experimentar o mesmo batismo no Espírito que foi prometido e concedido aos cristãos do Novo Testamento.

A respeito do batismo no Espírito Santo, a Palavra de Deus ensina que o batismo no Espírito é para todos que professam sua fé em Cristo; que nasceram de novo, e, assim, receberam o Espírito Santo para neles habitar, ou seja, isto é, após a regeneração ou o nascimento espiritual. Sem este novo nascimento, ninguém poderá ver o reino de Deus – “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”, não poderá receber a vida eterna e a salvação mediante Jesus Cristo. A regeneração é necessária porque, à parte de Cristo, todo ser humano, pela sua natureza inerente e pecadora, é incapaz de obedecer a Deus e de agradar-lhe.

O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do Espírito é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo Espírito, assim também o batismo no Espírito complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito. No mesmo dia em que Jesus ressuscitou, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo”, indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas. Depois, Ele lhes disse que também deviam ser “revestidos de poder” pelo Espírito Santo – “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal (Extraído e adaptado)

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