A vocação pastoral difere da vocação para a salvação.

Romanos 1: 4-6
 “… Jesus Cristo, nosso Senhor, pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome, entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo”.

Quando falamos de vocação, naquilo que se aplica aos membros do corpo de Cristo, é desnecessário dizermos que todo e qualquer membro do corpo de Cristo está vocacionado para a realização da obra de Deus. Não cremos que Deus salve alguém apenas por salvar. Ainda que sejamos considerados pela sociedade inaptos para muitas coisas nesta vida, na igreja de Cristo somos úteis. A questão é saber qual a nossa utilidade no corpo de Cristo. Em vista disso, é que sempre dizemos que o discipulado é imprescindível na jornada do crente desde o dia em que aceita a Cristo até o dia do arrebatamento. Precisamos ser instruídos em todas as coisas pertinentes ao nosso desenvolvimento espiritual e, a Palavra de Deus – Bíblia Sagrada – é a fonte que supre as nossas necessidades para esse desenvolvimento.

Não obstante termos conhecimento de alguns irmãos que chegaram ao conhecimento da verdade apenas pela leitura da Bíblia Sagrada, todavia, com exceção destes casos, a melhor e mais eficaz instrução com o fim de produzir fé vem pelo ouvir e, ouvir pela Palavra. Embora instiguemos nossos irmãos em Cristo a se dedicarem a leitura da Bíblia, porém, não podemos deixa-los à mercê das interpretações pessoais ou individuais, devemos conduzi-los à luz da verdadeira compreensão do texto bíblico.

A preocupação de Pulo com os novos convertidos se dava exatamente neste ponto, pois não há presa mais fácil nas mãos dos hereges do que o novo convertido. Por isso, Paulo, se dedicava em ensinar sistematicamente a Sagrada Escritura aos crentes por onde passava a fim de que estivessem edificados sobre a verdade.

Sabemos que ouvir e ler não são a mesma coisa, pois, ainda que sejam comum ao mesmo corpo, eles envolvem sentidos diferentes. Essas diferenças são extremamente significativas com efeitos distintos entre si e trazem consequências profundas. E nas diferenças que vamos apresentar, aquilo que concerne o ouvir e o ler, se refere ao homem em relação a Deus.

Ouvir, no contexto bíblico, é um ato interpessoal, que envolve duas ou mais pessoas em razoável proximidade/comunhão. A leitura envolve uma pessoa com um livro escrito por alguém que pode estar a muitos quilômetros de distância, ou morto há séculos, ou ambas as coisas. Aquele que se dispõe a ouvir precisa estar atento ao que fala, e estar, mais ou menos, à mercê dele. Com aquele que lê, a situação é bem diferente, pois, neste caso, é o livro que está à mercê daquele que o lê e pode ser  aberto ou fechado, de acordo com sua vontade do leitor.

Quando estamos lendo, o livro não tem nenhuma percepção se a sua mensagem foi captada, mas quando estamos ouvindo, o nosso interlocutor sabe muito bem se estamos ou não atento ao que está sendo falado.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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