A disciplina na igreja.

I Coríntios 5: 1-13
 “Geralmente, se ouve que há entre vós fornicação e fornicação tal, qual nem ainda entre os gentios, como é haver quem abuse da mulher de seu pai… Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós… Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo”.

Em nenhum lugar, em toda a extensão da Bíblia Sagrada, encontramos alguma orientação do Senhor dizendo que a igreja deve ser tolerante com os pecados de seus membros, muito pelo contrário, o que nos é ensinado é que a Igreja deve disciplinar o pecado flagrante entre seus membros. A correção, porém, nunca deve ser vingativa. Em vez disso, deve ser dada de modo que ajude a trazer a cura. Os crentes coríntios se recusaram a lidar com um pecado especifico naquela igreja: um homem estava tendo um relacionamento pecaminoso com sua madrasta. A igreja estava ignorando a situação; Paulo disse que ela tinha a responsabilidade de manter os padrões de moralidade encontrados nos mandamentos de Deus.

Quando o Senhor diz para não julgarmos os outros, Ele está falando das suposições que fazemos sobre assuntos desconhecidos, mas, a partir do momento que um assunto se torna de conhecimento publico, não há mais nada o que julgar, a igreja neste caso, tem que tomar as devidas providências para erradicar o pecado do meio do povo. somos advertidos solenemente pelo Senhor a não tolerarmos o pecado flagrante e voluntário, porque permiti-lo trará um efeito danoso sobre os demais crentes.

A orientação de Paulo aos crentes de Corinto acerca daquela situação era a de “entregar tal homem a Satanás” isso significava excluí-lo da comunhão. Sem o apoio espiritual dos cristãos, esse homem seria abandonado a seu pecado e a Satanás. Talvez isso o levasse ao arrependimento. Expulsar alguém da igreja deve ser o último recurso de uma ação disciplinar. Não deve ser um ato de vingança, mas de amor, da mesma maneira que os pais castigam os filhos para corrigi-los e restaurá-los. O papel da igreja deve ser o de ajudar, não magoando nem ofendendo, motivando as pessoas a se arrependerem de seus pecados e retornarem à comunhão.

O que temos escrito com insistência se aplica a situações como essa que a igreja de Corinto estava vivendo (não a natureza do pecado em si, mas tolerar os pecados de alguns irmãos). Há obreiros e lideres que fazem acepção de pessoas. Alguns irmãos são repreendidos por qualquer “delitozinho” enquanto outros que não fazem a mínima questão de camuflar seus erros seguem sua jornada dentro da igreja sem receber nenhuma repreensão. Tais líderes não percebem que permitir que o pecado permaneça na igreja afetará todos os seus membros.

Não estamos dizendo que os irmãos devem estar isentos de pecados, pois, todos nós lutamos diariamente contra o pecado, mas falamos dos pecados deliberados. Quando alguém começa a pecar dessa forma, tal pessoa já não sente nenhuma culpa nem se arrepende. Esse é o  tipo de pecado não pode ser tolerado na igreja porque afeta outras pessoas. Pecados ostensivos não corrigidos confundem e dividem a congregação.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

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