Não se pode impedir a vontade de Deus.

Atos 21: 13-14
 “Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. E, como não podíamos convencê-lo, nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor!”

A sociedade, em si, é algo impressionante. É intrigante vermos como as pessoas reagem diante de determinadas situações, e, geralmente somos induzidos a agir conforme a maioria das pessoas está agindo. Tem um ditado popular que diz que “a voz do povo é a voz de Deus”, e, ás vezes, isso é pronunciado até nos púlpitos das igrejas sem que, aquele que pronuncia, saiba a sua origem e em que situação é pronunciado. Este ditado surgiu na Grécia antiga quando as pessoas estavam diante de algum problema, elas consultavam o deus Hermes, depois cobria o rosto e ouvia o povo, mas como o deus Hermes não falava, dava-se crédito a opinião popular. Evidentemente, tratando-se da nossa conduta como crentes neste mundo, neste caso, a voz do povo não é a voz de Deus.

Os dois versículos usados como texto base deste artigo é uma resposta de Paulo ao que os irmãos estavam, unânimes, pedindo a ele. Este trecho demonstra que a vontade da maioria, ou até mesmo o desejo unânime de crentes genuínos e sinceros, nem sempre significa a vontade de Deus. Paulo não estava indiferente à imploração e às lágrimas dos seus amigos; mesmo assim, não podia alterar seu propósito resoluto em sofrer encarceramento e até mesmo morrer por amor ao nome do Senhor Jesus.

Muitos discípulos profetizaram a respeito dos sofrimentos que Paulo passaria se fosse a Jerusalém. Estes crentes interpretaram a palavra profética como uma orientação pessoal a Paulo para que ele não fosse a Jerusalém. Paulo, embora reconhecesse a veracidade da revelação, não aceitou a sincera interpretação que os discípulos deram à profecia, ou seja, a profecia era verdadeira, mas a interpretação estava equivocada. Paulo confiava na orientação pessoal do Espírito Santo e na Palavra de Deus aplicada pessoalmente a si para tomar uma decisão tão importante. Precisamos agir como Paulo agiu no tocante ao nosso ministério futuro, devemos esperar numa palavra pessoal de Deus, e não meramente depender da palavra dos outros.

Paulo sabia que seria preso em Jerusalém. Embora seus amigos tivessem pedido que não partisse de Cesaréia, o apóstolo sabia que deveria partir, porque esta era a vontade de Deus. Ninguém aprecia a dor, mas um discípulo fiel quer, acima de tudo, agradar a Deus. Nossa vontade de agradar-lhe deve superar nosso desejo de evitar o sofrimento e a dor. Quando realmente queremos fazer a vontade de Deus, devemos aceitar tudo o que vem com ela, mesmo a dor. Então poderemos falar como os companheiros de Paulo: “Faça-se a vontade do Senhor!”

O Espírito Santo, em momento algum, proibiu Paulo de ir a Jerusalém, pois era da vontade de Deus que ele fosse. Deus, porém, estava dando a Paulo um aviso: que muito sofrimento o aguardava na sua ida para lá.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

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