O encorajamento de Paulo aos anciãos.

Atos 20: 22-25
 “E, agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer, senão o que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. E, agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o Reino de Deus, não vereis mais o meu rosto”.

Recomendamos aos amados (as) leitores (as) que se faça a leitura de todo o capitulo 20 do livro de Atos, não se prendam apenas aos versículos usados como base pra o artigo. Dizemos isso para que haja uma melhor compreensão do que passaremos a escrever. Em todo o capítulo 20 encontraremos o que podemos denominar como uma “despedida” de Paulo aos irmãos. Desta forma, então, ele programou uma viagem de despedida; um culto de despedida e uma mensagem de despedida. A viagem de despedida era com o propósito de visitar pelo menos mais uma vez todas as igrejas que o Senhor o havia ajudado a fundar, pois era um homem que se preocupava com o rebanho.

No culto de despedida, Paulo, como sempre fez, pregou tudo que era útil ou necessário à salvação de seus ouvintes. O ministro do evangelho deve ser fiel ao anunciar toda a verdade de Deus à sua congregação. Não deve procurar agradar aos desejos dos ouvintes, nem satisfazer o gosto deles, nem promover sua própria popularidade. Mesmo se tiver que falar palavras de repreensão e de reprovação, ensinar contrariamente a preconceitos naturais, ou pregar padrões bíblicos opostos aos desejos da natureza carnal; o pregador fiel entregará a verdade plena por amor ao rebanho.

A revelação do Espírito Santo a Paulo de que prisões e tribulações o esperavam provavelmente veio-lhe através dos profetas, nas igrejas por onde ele ia passando. Mas, a preocupação principal de Paulo não era preservar a sua própria vida. O mais importante para ele era cumprir o ministério para o qual Deus o chamara. Seja qual fosse o fim em vista, mesmo em se tratando do sacrifício da sua vida, ele, com alegria, iria até o fim da sua carreira com esta confiança. Engrandecermos a Cristo estando vivos é fácil entender; mas engrandecê-lo por nossa morte é difícil para todos entender e aceitar.

O relacionamento de Paulo com esses irmãos em Cristo é um belo exemplo da comunhão cristã. O apóstolo se importava com eles, amava-os, e confessou chorar em virtude das necessidades deles. Os crentes responderam com carinho e preocupação por Paulo; estavam tristes por sua partida. Oraram juntos e confortaram-se mutuamente. Como Paulo, podemos construir fortes relacionamentos com outros crentes compartilhando atenção, sofrimentos, alegrias e orações.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – Warren W. Wiersbe

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