Os livros inspirados e autorizados são chamados de canônicos.

I Coríntios 2: 4 e 13
 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder… As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais”.

Nem toda a literatura religiosa, até a mais inspiradora e lida, foi considerada Escritura Sagrada. Essa verdade é válida hoje, como também o era nos dias em que o Antigo e o Novo Testamento foram escritos. Os apócrifos, os pseudoepígrafos e outros escritos religiosos, tinham reconhecidamente sua notoriedade e certo grau de valor, mas não eram considerados dignos de serem chamados a Palavra de Deus. Somente os 66 livros contidos na Bíblia são chamados Escrituras Sagradas.

A palavra cânon significa regra ou norma, e quando se aplica à Bíblia significa quais são os livros normativos para a fé e a prática cristã. Os livros considerados canônicos são aqueles inspirados por Deus; tratam-se dos livros escritos por profetas ou apóstolos. O Judaísmo, o Catolicismo e o Protestantismo concordam acerca do cânon comum do Antigo Testamento (judaico), o qual consiste de trinta e nove livros (que nas Bíblias judaicas perfazem o número de vinte e quatro).

Essa introdução foi necessária a fim de sustentar que os livros da seção denominada “poéticos e sabedoria”, do Antigo Testamento, são da mesma inspiração que os demais livros da Bíblia. Alguns dos livros nessa seção fazem uso da poesia para expressar verdades “inexprimíveis” sobre a bondade de Deus e as maravilhas da criação. Jó, Salmos e Cântico dos Cânticos são considerados por muitos o mais belo exemplo de poesia dos tempos antigos que sobreviveram.

O Livro de Jó consiste, quase que totalmente, de uma série de discursos poéticos a respeito do problema do sofrimento. O personagem principal é um homem rico que sofre uma série de calamidades, até que perde tudo o que lhe é importante. Os amigos de Jó tentam explicar as razões do seu sofrimento. Mas Jó insiste que ele é um homem inocente e correto. No fim, Deus fala a Jó e mostra toda a sua majestade e sabedoria.

Salmos é um Livro poético que consiste de 150 orações e hinos que foram usados pelo povo hebreu como parte de sua adoração pública e particular. Alguns são da época de Davi, o grande rei de Israel, que pode ter sido o seu autor; outros foram escritos, provavelmente, após a época de Davi. Ricos em beleza e sabedoria, eles ainda hoje continuam a ser um componente importante da adoração judaica e cristã. Os Salmos expressam uma grande variedade de emoções humanas: da alegria ao medo; da confiança à raiva; da esperança ao desespero.

O Livro dos Provérbios é uma coleção de ditos sábios que eram usados no antigo Israel para ensinar ao povo de Deus como viver de maneira correta. Um dos ensinos principais de Provérbios é que a sabedoria é um dom de Deus. Essa sabedoria traz conselhos práticos para a vida diária.

O Livro de Eclesiastes contém os pensamentos de uma pessoa muito sábia conhecida como “Pregador”. O Pregador reflete profundamente sobre a natureza contraditória da vida humana, sobre a misericórdia e a justiça de Deus, sobre a transitoriedade da vida, a natureza do tempo e sobre muitos outros assuntos que continuam a ocupar as pessoas ainda hoje.

Cânticos dos Cânticos é uma coleção de poemas em que um homem e uma mulher descrevem a alegria e o prazer de um em relação ao outro. Tem sido entendido tanto como uma representação do amor de Deus por Israel como do amor de Cristo pela Igreja.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia do Semeador (Extraído e adaptado)
– Teologia Sistemática Norman Geisler, vol. 1

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