As nossas armas não são carnais, mas espirituais.

II Coríntios 10: 4-5
 “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo”.

Os comentários de hoje e amanhã, estão contextualmente inseparáveis, pois, se no de hoje devemos entender que nossas armas não são carnais, ou seja, não são armas com características humanas, o de amanhã é para nos fazer entender que o poder destas armas espirituais é capaz de destruir até intenções do coração maligno. A referência que fazemos sobre as armas carnais não é de toda desprezível, pois, evidentemente, há em muitas pessoas aquilo que designamos virtude, todavia, por mais virtuosa que seja uma pessoa, ainda assim, sua virtude é insuficiente para, por si mesma, derrotar as hostes espirituais da maldade.

O que Paulo deseja ensinar aos crentes de todas as épocas é que não estamos envolvidos em uma briga qualquer. O ataque do inimigo (Satanás) é visto como uma ininterrupta campanha militar. Os poderes do inferno continuam tentando destruir a obra de Deus, e é importante não ceder nenhum território ao inimigo. O alvo de Satanás é a Igreja de Cristo, porém, não estamos falando do templo físico em si mesmo. Satanás não quer destruir apenas os templos como fez com o de Israel, ele quer destruir a Igreja que congrega no templo. Entendes isso?

No versículo quatro, Paulo traz à memória dos crentes o que o Senhor tinha realizado em Jericó (“destruição das fortalezas”). Ninguém do povo, absolutamente ninguém, que rodeou a cidade naqueles sete dias, atirou em direção ao muro, de Jericó, uma pedra sequer. Eles não tinham em suas mãos nenhum tipo de arma. Nada! Absolutamente nada! Eles marcharam pela fé. Se apropriaram de “toda a armadura de Deus” e, marcharam.

Somos apenas frágeis seres humanos e, embora, estejamos dotados de certas aptidões, vigor físico e capacidade intelectual , porém, não precisamos usar planos e métodos humanos para ganhar nossas batalhas, sejam elas na esfera que for. As poderosas armas de Deus estão disponíveis a nós quando lutamos contra as “fortalezas” do Diabo. O crente deve escolher qual método usar — o de Deus ou o do mundo. Paulo nos assegura que as armas de Deus — a oração, a fé, a esperança, o amor, a Palavra de Deus e o Espírito Santo — são poderosas e eficazes. São armas que podem vencer os argumentos humanos orgulhosos contra Deus e as paredes que Satanás constrói para impedir que as pessoas se encontrem com o Senhor.

Quando lidamos com os argumentos orgulhosos que afastam as pessoas de um relacionamento com Cristo, podemos nos sentir tentados a usar nossos próprios métodos. Mas nada é capaz de vencer essas barreiras como as armas de Deus. Certa vez uma psicóloga me disse que o ser humano não muda, o máximo que ele consegue é melhorar. De fato, o homem por si mesmo não consegue mudar, mas com o poder que a Palavra de Deus exerce em sua vida o homem muda sim.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento, Warren W. Wiersbe
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

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