A sabedoria requer ações práticas.

Jó 28: 28
 “Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência”.

O temor de Deus é muito mais do que uma doutrina bíblica; ele é diretamente aplicável à nossa vida diária, de incontáveis maneiras. Parte-se do princípio que, se realmente tememos ao Senhor, devemos ter uma vida de obediência aos seus mandamentos e, em decorrência da nossa obediência e submissão ao Senhor, sempre se ouvirá de nossos lábios um “não” estridente ao pecado. Uma das razões por que Deus inspirou temor nos israelitas no monte Sinai foi para que aprendessem a desviar-se do pecado e a obedecerem à sua lei.

Segundo os salmistas, temer ao Senhor equivale a deleitar-se nos seus mandamentos – “Louvai ao Senhor! Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor , que em seus mandamentos tem grande prazer” e seguir os seus preceitos – “Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos”. Salomão ensinou que “pelo temor do SENHOR, os homens se desviam do mal”. Em Eclesiastes, o dever inteiro da raça humana resume-se em dois breves imperativos: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos”. Inversamente, aquele que se contenta em viver na iniquidade, assim faz porque “não há temor de Deus perante os seus olhos”.

Jó está declarando em suas palavras que a sabedoria de um homem não reside na quantidade de informações que ele pode acumular no decorrer de sua vida. Jó está declarando, também, que não são as decisões tomadas debaixo de extrema precaução que denunciam o quanto uma pessoa tem sabedoria. Jó afirma categoricamente que a sabedoria não pode ser identificada exclusivamente por um estilo de vida, ou seja, não é a forma como alguém conduz a sua vida que denota o quanto essa pessoa é sábia. A sabedoria de alguém, segundo o que a Palavra de Deus determina, é definida pelo o quanto alguém teme ao Senhor.

O temor de Deus tem um efeito santificante sobre o povo de Deus. Assim como há um efeito santificante na verdade da Palavra de Deus, assim também há um efeito santificante no temor a Deus. Esse temor inspira-nos a evitar o pecado e desviar-nos do mal – “O temor do Senhor é aborrecer o mal; a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa aborreço”. Ele nos leva a ser cuidadosos e comedidos no que falamos. Ele nos protege do colapso da nossa consciência, bem como a nossa firmeza moral. O temor do Senhor é puro e purificador; é santo e libertador no seu efeito. Se realmente tememos a Deus, nós o adoramos e o glorificamos como o Senhor de tudo – “Vós que temeis ao Senhor, louvai-o; todos vós, descendência de Jacó, glorificai-o; e temei-o todos vós, descendência de Israel”.  

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal (pág. 301 extraído e adaptado)

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