O Senhor confirma a restauração de Judá do cativeiro babilônico

Miquéias 4: 10
 “Sofre dores e trabalhos, ó filha de Sião, como a que está de parto, porque agora sairás da cidade, e morarás no campo, e virás até Babilônia; ali, porém, serás livrada; ali te remirá o Senhor da mão de teus inimigos”.

Miquéias advertiu os reis, os sacerdotes e os profetas de sua época de que deveriam evitar o suborno. Atualmente, os pastores aceitam suborno quando permitem que grandes contribuintes controlem a igreja. As denominações evangélicas estão em perigo quando o receio de perder contribuições ou algum membro de sua comunidade influencia os pastores a permanecerem calados, quando deveriam defender o que é correto. Devemos nos lembrar de que no final a nação de Judá foi destruída por causa do comportamento de seus líderes religiosos.

Infelizmente (e dizemos com profundo pesar) muitas denominações evangélicas (até mesmo, algumas tradicionais) foram influenciadas pelo sistema do mundo e, as mesmas advertências que Miquéias proferiu no seu tempo devem ser proferidas nos dias de hoje. Aliás, vemos um agravante em tudo isso – muitas igrejas atualmente estão num nível de corrupção moral e espiritual muito mais intenso do que Judá viveu naquele tempo.

Miquéias tem o cuidado de apresentar o Deus — o Senhor Todo-poderoso e supremo, que odeia o pecado e ama o pecador. A maior parte do livro é dedicada a descrever o castigo de Deus sobre Israel (o Reino do Norte), Judá (o Reino do Sul) e sobre todos os habitantes da Terra. Esse castigo virá “por causa da transgressão de Jacó e dos pecados da casa de Israel“. E para que o povo não cogite a ideia de que está sendo castigado indevidamente, o profeta elabora uma lista dos pecados que os homens que deveriam instruir e governar o povo não só estavam cometendo como aliciavam as pessoas a viverem como eles. Da lista que Miquéias elaborou, eis alguns atos pecaminosos: desonestidade, roubo, cobiça, devassidão, opressão, hipocrisia, heresia, injustiça, extorsão e mentira, assassinato e outras ofensas.

Em meio a esta terrível previsão de destruição, Miquéias também inclui a esperança c o consolo porque também descreve o amor de Deus. A verdade é que o castigo somente seria aplicado após serem apresentadas inúmeras oportunidades de arrependimento, para que voltassem à verdadeira adoração c obediência — “que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus”. Mas, mesmo em meio ao juízo, Deus promete libertar a pequena minoria que continuava a obedecer-lhe.

É extraordinariamente impressionante como a mensagem de Miquéias é atual. O povo mantinha para si mesmo profetas que só lhes anunciavam coisas boas, paz e prosperidade. O resultado de um estilo de vida como este é corrupção e injustiça, e se nada diferente acontecer, haverá a ruína moral e econômica, não apenas da sociedade, mas principalmente, da igreja. Quanto a nós, o Espírito de Deus nos dá “poder, amor pela justiça e coragem”. Falemos da verdade que está em Cristo Jesus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

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