Nossas palavras devem ser temperadas com sal.

Colossenses 4: 6
 “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”.

Ao dizer que nossa palavra deve ser “temperada com sal”, Paulo, provavelmente, estava insinuando que devemos ter uma conversa apropriada e marcada pela pureza, em vez de corrupção, ou seja, devemos falar apenas aquilo que é espiritual, proveitoso, conveniente, delicado, resoluto, cortês, benévolo, confiável, amável e ponderado. Todavia, uma conversa com graça não exclui palavras enérgicas e severas, quando se fizer necessário pronuncia-las, para tratar com crentes falsos, inimigos da cruz. Assim como o sal não só dá sabor, mas evita a deterioração, o discurso do crente deve se constituir não apenas numa bênção para os outros, mas numa influência purificadora em meio à sociedade corrupta do mundo.

No versículo anterior (5), Paulo faz a mesma distinção que Jesus fez – “E Ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora todas essas coisas se dizem por parábolas”, os que nasceram de novo são “membros espirituais”, pois pertencem à família de Deus e participam de sua vida.

Como crentes não devemos ter um “complexo de superioridade santificado”. O nosso dever é testemunhar aos perdidos que nos cercam e procurar trazê-los para a família de Deus. Em primeiro lugar, temos a responsabilidade de nos portar com sabedoria, uma referência clara à vida diária. ‘Os de fora’ e ainda não salvos observam os crentes com espírito bastante crítico. Qualquer tropeço cometido, o que é criticado é a condição da pessoa ser crente. A crítica não aponta para as questões da moral, caráter ou personalidade, mas pelo fato de ser crente. Não devemos ter coisa alguma na vida que coloque o testemunho em risco.

É deprimente encontrarmos um ‘crente’ falando vulgaridades, especialmente quando há não salvos ouvindo. Infelizmente isso se tornou uma situação corriqueira na vida de muitos, ou seja, são crentes ‘fervorosos’ apenas dentro da igreja. Já na porta da igreja esquecem-se  de toda a espiritualidade demonstrada no culto. Quantos crentes que se denominam levitas que na igreja cantam, mas, nos seus lares, escolas, locais de trabalho usam a mesma boca que ‘louvam’ para proferir palavras torpes e indecorosas. São palavras tão horríveis que até o ímpio sente-se incomodado quando as ouve.

É preciso haver coerência entre a forma de viver e a forma de falar do cristão. Uma vida de indiferença cala o testemunho dos lábios. Quando o caráter, a conduta e a conversa trabalham em conjunto, o resultado é um testemunho eficaz.

O crente não pode ser rude na palavra. Sua palavra precisa ser temperada com sal, ou seja, nem insípida nem muito salgada. A expressão “temperada” foge dos dois extremos: ela não pode ser nem insossa nem salgada. Sal demasiado é tão ruim quanto pouco ou nenhum. Não basta ganhar uma discussão, precisamos ganhar as pessoas para Cristo”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Comentário em Colossenses – Hernandes D. Lopes

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