Os cristãos devem ter maturidade para resolver as desavenças.

1 Coríntios 6:1-5
 “Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes na cadeira aos que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo: Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?

O sistema legal implantado pelo homem tinha como princípio o estabelecimento de leis e regras que protegessem as pessoas no exercício de seus direitos e, embora, esse sistema seja algo que foi implantado a partir do momento que os homens começaram a viver em sociedade, devemos crer que o sistema legal nasceu corrompido. Atualmente, temos presenciado que nível de corrupção das pessoas que criam e executam as leis (tanto no Brasil quanto fora dele) está aterrorizante – “Pelo que o juízo se tornou atrás, e a justiça se pôs longe, porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a equidade não pode entrar”. Ora, se no seu próprio sistema, o homem do mundo tem sido injustiçado, o que se dirá de um cidadão do reino de Deus buscar justiça neste sistema?

Paulo nos ensina que quando ocorrer disputas banais entre os crentes, isso deve ser julgado na igreja e não na justiça secular. A igreja deve julgar entre aquilo que é certo ou errado, dar seu veredito e disciplinar o culpado, se necessário for. Entenda que a igreja não funciona como um tribunal para ficar julgando o tempo todo questões entre os irmãos, mas que é o dever da igreja (corpo administrativo) orientar segundo as doutrinas bíblicas. Isso não significa que o crente não possa ir à justiça, em casos graves ligados a incrédulos. O próprio apóstolo Paulo apelou ao sistema judiciário mais de uma vez. Paulo não está dizendo, tampouco, que a igreja deve permitir que seus membros abusem ou maltratem ilicitamente os inocentes, como viúvas, crianças ou os indefesos. Pelo contrário, Paulo fala de questões em que é difícil determinar quem tem razão.

Casos pecaminosos ostensivos não devem ser tolerados, mas tratados de conformidade com as instruções de Cristo – “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize- o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano”.  

A sociedade instalou um sistema legal no qual as discordâncias podem ser resolvidas nos tribunais. Mas Paulo declara que os crentes não devem ir a um tribunal secular para solucionar suas diferenças. Como crentes, nós temos o Espírito Santo e a mente de Cristo, então por que deveríamos nos dirigir àqueles que não possuem a sabedoria de Deus? Por tudo o que recebemos como crentes e por causa da autoridade que teremos no futuro para julgar o mundo e os anjos, devemos ser capazes de lidar com as eventuais disputas.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

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