O Senhor virá com vingança.

Isaías 35:3-4
 “Confortai as mãos fracas e fortalecei os joelhos trementes. Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará”.

O papel do profeta no contexto bíblico consistia em confrontar o povo e seus líderes com as promessas e os mandamentos divinos. Em razão desta postura de confronto e da contínua tendência do povo para desobedecer a Deus, os verdadeiros profetas em geral não eram muito populares. No entanto, embora suas mensagens fossem frequentemente ignoradas, eles proclamavam a verdade com fidelidade e vigor. Isaías, um dos profetas do Antigo Testamento, é chamado “o profeta evangélico”, porque, dentre todos os livros do Antigo Testamento, suas profecias contêm as declarações mais plenas e claras sobre Jesus Cristo. Sua visão da cruz, vaticinada no capítulo 53 é a profecia mais específica e detalhada sobre a morte expiatória de Jesus.

Isaias transmitiu várias mensagens de punição divinas a todas as nações, inclusive Israel e Judá, estas, por haverem rejeitado a Deus. Embora, esporadicamente, existam lampejos de alívio e restauração para os crentes que permanecerem fiéis, o teor, das mensagens, que sempre prevaleceu apontava para um momento de ira, julgamento, castigo e destruição. Não obstante ao juízo divino determinado sobre os povos, o profeta expressa (no versículo acima) uma visão de beleza e encorajamento.

A mensagem é simples, clara e objetiva – Deus é tão justo e perfeito em sua misericórdia quanto e rigoroso em seu castigo. Sua completa perfeição moral é revelada através do ódio a todo pecado. E é isto que leva as nações ao juízo. Esta mesma perfeição moral revela-se no amor que tem por todas as criaturas, e este leva à misericórdia para com os que pecaram, mas que sinceramente tem amado a Jesus e colocado nEle toda a sua confiança.

Todo o capítulo 35 retrata uma maravilhosa visão do Reino final, quando Deus estabelecerá sua justiça e destruirá todo o mal. Esse é o mundo que os redimidos podem esperar depois do juízo, quando toda a criação se regozijará em Deus. Após uma grande aflição, quando Deus julgará os povos de todas as nações, haverá dias em que a vida será finalmente tranquila, e tudo será feito conforme a Sua vontade.

E, conforme temos escrito e ensinado constantemente, o nosso Deus para exercer qualquer dos seus atributos, não invalida ou anula outros, ou seja, pregamos e ensinamos que nosso Deus é amor, porém, para demonstrar Seu amor pelo homem, Ele não deixa de ser justo. Não é por ser misericordioso que Ele é conivente com o pecado. Por isso, em um momento o profeta fala do Seu juízo divino sobre os ímpios e, no momento seguinte, prediz um dia de redenção divina, quando a terra se encherá de retidão e manifestará a glória de Deus, com grande regozijo do seu povo.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Bíblia de Estudo Pentecostal.

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