Rico, mas insensato.

Lucas 12:16-18
 “E propôs-lhes uma parábola, dizendo: a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância. E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens”.

Como sempre, fazemos questão de frisar que Jesus nunca, em tempo algum ou em qualquer dos seus discursos, condenou as pessoas de possuírem riquezas ou tesouros, seus ensinos acerca destes assuntos era sobre usa-los com sabedoria. E, nesta parábola, mais uma vez o Senhor quer que aprendamos a lidar com os bens que nos são concedidos ao longo da nossa existência neste mundo vil. Vil no sentido de que o seu sistema está completamente corrompido a respeito dos valores que as coisas devem ter.

Nesta parábola o Senhor Jesus nos faz entender que as mãos do nosso Deus estão estendidas sobre todos neste mundo. Indiferente ser o homem da parábola crente ou não, ele foi abençoado com a multiplicação do que possuía. Bem sabemos que a muita tecnologia, mesmo sendo aplicada com todo o critério, não pode determinar o quanto um negócio vai render de fato. São feitas projeções, tão somente projeções. E, aquele que tem sabedoria compreende que a benção da multiplicação não tem origem na tecnologia, ela vem de Deus.

Como vemos na parábola, aquele homem foi abençoado de tal forma que, os seus depósitos eram insuficientes para comportar o que lhe tinha sido aumentado. Deste ponto em diante percebemos que este homem é um insensato no que diz respeito àquilo que possui. A sua insensatez não é sobre o quanto possui, mas sobre o que fazer com aquilo que está em seu poder. E, esse é exatamente o grande problema da humanidade – aqueles que tem (muitas das vezes em grande abundância) não querem repartir ou, simplesmente, compartilhar com os que não tem.

Não foque seu pensamento somente em bens materiais enquanto estiver lendo este artigo, antes, amplie a aplicação dos termos riquezas e tesouros para tudo o que uma pessoa pode possuir e, neste caso, inclui-se o conhecimento intelectual naquilo que se aplica ao conhecimento cultural e espiritual. Repartir e compartilhar é dividir sem que haja prejuízo para quem tem a iniciativa auxiliar o seu próximo. Da mesma forma como é deprimente vermos os que tem riquezas (economicamente falando) não abrirem mão do que possuem, assim é mesmo sentimento em relação aos que possuem vasto conhecimento e não compartilharem o que sabem com ninguém.

O homem da parábola, em momento algum, pensou no seu próximo. Sua preocupação era em como armazenar o ‘lucro’ que obtivera naquele ano. Às vezes, agimos assim também. Queremos ver os nossos ‘celeiros’ transbordando sem nos preocuparmos com os que estão com os seus completamente vazios.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

 Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.

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