“Com a mesma medida com que medirdes também vos medirão”.

Lucas 6:38
 “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”.

Como temos escrito, Jesus não condena o ato de alguém julgar o outro, todavia, Ele sempre advertiu que o julgador para exercer um julgamento tem que estar numa condição (neste caso, espiritual) muito acima daquele que está sendo julgado, além de estar plenamente ciente de que da mesma forma que se exerce um julgamento há a grande possibilidade de ser julgado também. Não é um “toma lá dá cá”, o que o Senhor Jesus está dizendo (no versículo acima) é que da mesma forma com que agimos com as outras pessoas, em algum tempo, receberemos o mesmo tratamento. Se tivermos feito coisas boas, receberemos na mesma medida e, até, muito mais do que fizemos e, assim, será se nossos atos forem perversos, receberemos na mesma mediada e, até, mais do que fizemos.

Jesus está nos lembrando de que colhemos o que semeamos, na proporção que semearmos. Se julgarmos os outros, seremos julgados; se perdoarmos, seremos perdoados, mas se condenarmos, seremos condenados. Não se trata apenas do julgamento eterno, mas da maneira de ser tratados nesta vida. Se dedicarmos a vida a dar, Deus providenciará para que recebamos; mas se dedicarmos a vida apenas a receber, Deus providenciará para que percamos.

Quando Jesus disse para não julgarmos ninguém (Mt 7:1), o termo original em grego para o verbo ‘julgar’ em português, significa decidir e aprovar uma conduta na qualidade de juiz. Neste aspecto, concordo plenamente com a censura para não julgarmos ninguém, porém, o julgamento no sentido de formar um conceito, emitir um parecer ou opinião sobre alguém ou algo não é proibido. Pela Bíblia não!

Paulo, o Apóstolo, exerceu o seu senso crítico, quando julgou os crentes de Corinto e de outras igrejas. O próprio Senhor Jesus (na qualidade de Homem) exerceu o senso crítico quando julgou os fariseus e escribas com suas atitudes hipócritas. Porque aos crentes seria vetado o exercício do julgamento? Evidentemente, que nem todos os crentes tem a capacidade de exercer um julgamento, mas àquele que possui discernimento espiritual, sem duvida alguma, está apto para isso.

Falo constantemente na igreja que tem certas situações em que não precisa ser profeta para discernir de onde originou e qual será o desfecho. Ora, quando surge um problema envolvendo pessoas e que uma decisão tem que ser tomada de maneira imparcial, como se dará o desfecho se não houver um ‘julgamento’ da parte da liderança?

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – Warren W. Wiersbe

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