A graça de Deus é oferecida a todos.

1 Timóteo 2:5; João 3:16
 “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”.
 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Indiscutivelmente, Deus não faz acepção de pessoas! Do Gênesis ao Apocalipse vemos nitidamente que algumas das pessoas que o Senhor escolheu para protagonizar certos acontecimentos não estavam em conformidade com o padrão moral e espiritual exigido pelo próprio Deus. Quando dizemos que a graça de Deus é oferecida a todos os homens, não falamos daquilo que deduzimos, mas do que o próprio Senhor disse de si mesmo – “Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens”.

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, sem dúvida alguma, esse versículo não está afirmando que Deus salvará toda a humanidade sem exceção alguma, mas que os que invocarem por salvação. O que, também, não quer dizer que basta invocar. Não é bem assim! Somente invocarão o nome do Senhor por salvação aqueles que sendo alcançados pela graça de Deus, perceberem (pela obra do Espirito Santo em sua vida) que precisam ser salvos.

Um exemplo nítido da graça de Deus sendo derramada sobre todos os homens está na passagem bíblica onde Jesus fala sobre dois grupos de pessoas – “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes”. É fato que o Senhor Jesus está se referindo as questões espirituais neste versículo e, por isso, Ele não está dizendo que um grupo está salvo e o outro não, mas que ambos foram alcançados pela graça divina, entretanto, apenas um entendeu o que essa graça estava proporcionando. Em suma, o que Jesus disse é que um grupo resistiu à graça salvadora de Deus porque não viam, em si mesmos, a necessidade de serem salvos.

Mas, voltando a questão dos personagens bíblicos que encontraram a graça de Deus, temos a impressão de haver um paradoxo entre o que Deus diz e o que Ele faz. Parece contraditório a forma de Deus trabalhar. Por que Deus escolheria Jacó – o enganador – em vez de Esaú? Por que conferir poderes sobrenaturais de força a um delinquente chamado Sansão? Por que preparar um pastorzinho, Davi, para ser o rei de Israel? E por que conferir um sublime dom de sabedoria a Salomão, o fruto da ligação adúltera desse rei? E muitos outros exemplos poderiam ser facilmente citados aqui, mas a pergunta que  incomoda algumas pessoas é: Porque Deus agiu dessa forma? A resposta foi dada séculos atrás, um apóstolo ‘explicaria’ a reação de Deus em termos mais analíticos – “Mas onde o pecado abundou, superabundou a graça“. Paulo sabia melhor do que ninguém que essa graça não é merecida, ela vem da iniciativa de Deus, e não da nossa.

Paulo repetia sempre a mesma coisa insistindo na graça porque sabia o que poderia acontecer se nós crêssemos que merecemos o amor de Deus. Nos momentos de crise, quando falhássemos completamente com Deus, ou quando por qualquer motivo não nos sentíssemos amados, ficaríamos em terreno inseguro. Paulo — “o principal dos pecadores“, como ele mesmo se intitulou uma vez — sabia, sem sombra de dúvida, que Deus ama as pessoas pelo que Ele é, e não pelo que somos.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Maravilhosa Graça – Philip Vancey

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.