Deus odeia o divórcio.

Malaquias 2:16
 “Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que aborrece o repúdio e aquele que encobre a violência com a sua veste, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais”.

O casamento na perspectiva bíblica simboliza a união do crente com o próprio Deus. E, em toda a extensão da Bíblia podemos verificar que nesta união, Deus sempre se manteve fiel ao compromisso estabelecido tanto com Israel, seu povo, quanto com a Igreja de Cristo. Em nenhum momento da história o Senhor repudiou seu povo para se unir a outro, nem mesmo os castigos infligidos denotam essa atitude por parte de Deus, antes, tudo o que Israel sofreu, como castigo, foi em decorrência do desprezo ao próprio Senhor.

Como vemos no versículo acima, o Senhor declarou, através do profeta, que Ele considera o divórcio sem justificativa um pecado hediondo que deixas marcas da sua perversidade como o sangue de uma vítima que mancha as roupas de seu assassino. No contexto bíblico, os judeus que voltaram do exilio babilônico, não mudaram em nada o comportamento de seus antepassados – hora arrependidos … hora praticando as mesmas coisas que aborrecem a Deus. Mas, a gravidade de toda a situação se fundamentava no comportamento dos sacerdotes. Os erros concernentes ao casamento misto (repudiavam as esposas judias para se casarem com mulheres pagãs) estavam sendo praticados primeiramente por eles, ou seja, eles davam o mal exemplo ao povo.

Há crentes que defendem a ideia de que, em certas circunstancias, o divorcio é o menor dos males, como no caso dos judeus, que no passado tinham se casado com mulheres pagãs e Neemias obrigou-os a dispensa-las. Os que defendem esse conceito alegam que o divórcio, nesse caso, seria menor que as tragédias espirituais que, consequentemente, seriam inevitáveis.

Na Nova Aliança, os termos para o divórcio não mudaram – Deus só admite o divórcio onda há caso de claro adultério. Se um crente se separar de seu cônjuge também crente, a não ser que seja por adultério, nenhum deles está livre para se casar com outra pessoa. Eles devem se reconciliar, ou, então, permanecer sozinhos. Porém, como bem sabemos, sempre houve o casamento onde há o “jugo desigual” (onde a conotação aponta para o caso onde um dos cônjuges não é crente) e, neste caso, o Senhor nunca determinou que o crente se separasse do não crente, pelo contrário, a Palavra de Deus diz que o cônjuge não crente pode ser alcançado pela fidelidade do cônjuge crente (não é regra, mas pode acontecer).

Biblicamente, o divórcio nunca encontrou uma base para se sustentar legalmente.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
– Bíblia de Estudo MacArthur.

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Erivelton Figueiredo

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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