O divórcio como permissão no Antigo Testamento.

Deuteronômio 24:1-4
 “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem, e se este último homem a aborrecer, e lhe fizer escrito de repúdio, e lho der na sua mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o Senhor ; assim não farás pecar a terra que o Senhor , teu Deus, te dá por herança”.

O divórcio é resultado do pecado humano. Jesus falando aos fariseus sobre essa questão – “Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim”, ensinava-lhes que as instruções de Moisés foram dadas por Deus para regular o divórcio no Israel antigo, a fim de que Israel não incorresse no mesmo comportamento dos outros povos. Alguns crentes pensam que nesta passagem (Dt 24:1-4), o Senhor está autorizando ou, pelo menos, tornando viável o divórcio, porém não é esse o caso. Nela, apenas há o reconhecimento do divórcio como prática em Israel.

Num exame minucioso do texto bíblico (Dt 24:1-4), observaremos que o termo “coisa feia”, provavelmente esteja apontando para certa conduta vergonhosa ou imoral, porém, nada que fosse terrivelmente visto como grave e passível de divórcio. Certamente não se trata de adultério, pois a penalidade deste era a morte, e não o divórcio – “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera”.

O “escrito de repúdio” (carta de divórcio) era um documento legal entregue à mulher, para a rescisão do contrato do casamento, para protegê-la e liberá-la de todas as obrigações para com o seu ex-marido. Depois de receber o escrito de divórcio, a mulher estava livre para casar-se de novo. Nunca poderia, porém, voltar ao seu primeiro marido, se o segundo casamento se dissolvesse. O divórcio sempre foi tratado um ato extremo, biblicamente ele é o ponto final e permanente no relacionamento do casal. Uma vez divorciados, os ex cônjuges poderiam casar com outras pessoas, mas jamais poderiam reatar um com o outro. Esta restrição tinha a finalidade de prevenir a separação por motivos frívolos. As pessoas deveriam pensar duas vezes antes de divorciar-se.

A ocorrência do divórcio é uma tragédia, mas não é pecado, se tiver fundamento bíblico – “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”. O divórcio, portanto, deve ser permitido em caso de imoralidade sexual, quando o cônjuge ofendido se recusar a perdoar. O próprio Deus repudiou Israel por causa da sua infidelidade e adultério espiritual.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal.
– Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

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Erivelton Figueiredo

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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