"𝓔, 𝓵𝓲𝓫𝓮𝓻𝓽𝓪𝓭𝓸𝓼 𝓭𝓸 𝓹𝓮𝓬𝓪𝓭𝓸, 𝓯𝓸𝓼𝓽𝓮𝓼 𝓯𝓮𝓲𝓽𝓸𝓼 𝓼𝓮𝓻𝓿𝓸𝓼 𝓭𝓪 𝓳𝓾𝓼𝓽𝓲𝓬̧𝓪". 𝓡𝓶 6:18

Estudos Bíblicos

Os dias da criação.

Os dias da criação do mundo foram literalmente dias de vinte e quatro horas?

Muito se tem discutido sobre o significado da palavra “dia” nos primeiros versículos do livro de Gênesis. Para muitos, os dias da criação (Gn 1:1-13) são longos períodos, que inclusive, devem coincidir com as eras geológicas. Outros, no entanto, interpretam esses dias como períodos de vinte e quatro horas. 

Os que advogam a palavra “dia” como significando um longo período, afirmam que até o 3º dia (Gn 1:1-13) não existiam o Sol e a Lua para regerem o tempo, definindo o dia e a noite, à semelhança de hoje. Os que declaram que os dias da criação compreendem um período de vinte e quatro horas apegam-se a Êxodo 20.11. Moisés se teria referido a dias de vinte e quatro horas aplicando-os à criação.

Em muitas referências bíblicas, a palavra dia ou “Yom” (hebr.), tem vários significados. Por exemplo, “dia” 1.181 vezes; “hoje” 87 vezes; “eternamente” 18 vezes; “continuamente” 10 vezes; “idade” 6 vezes; “vida” 4 vezes; “perpetuamente” 2 vezes. Além disso, às vezes parecem compreender o período da criação, isto é, os seis dias (Gn 2:4), o que dificulta, de fato, a compreensão exata do assunto.

O que é mais aceito pelos estudiosos desse assunto é que aí se refere a dia solar.

As seguintes referências sustentam o princípio de que os dias da criação, mencionados em Gênesis capítulo 1 e 2, são dias solares:
a) cento e cinquenta dias do Dilúvio: Gn 8:3;
b) quarenta dias (espias): Nm 13:25;
c) três dias (Jonas): Jn 1:17;
d) quarenta dias depois da ressurreição de Jesus: At 1:3;
 e) seis dias (criação): Êx 20:9-11.
Em todas as referências do Velho Testamento aqui mencionadas, a palavra “dia”, no original está “yom” (hebr), que significa, neste caso, dia solar. Em Atos aparece a palavra “hemera” (gr), que tem o mesmo significado. Todavia, existem outros importantes sentidos, como seja, um período de tempo que pode ser de curta ou de longa duração (Is 2 e 4), ou um tempo mesmo (Gn 4:3; 26:8; Nm 20:15) ou um período inclusivo e compreensivo: Gn cap. 2; Dt cap. 10.

Destarte, a fim de esclarecer esta questão, apresentamos, nove razões que levam alguns estudiosos da Bíblia a pensar que estes “yons”, ou seja, dias, foram de 24 horas:

  1. Cada um destes dias de Gênesis está dividido em períodos de luz e escuridão, exatamente como um dia solar. Alguns, entretanto, discutem baseados na convicção de que nos três primeiros dias da criação não havia sol, e que, por isso, não poderiam ser dias solares. Porém, existem dias no inverno em que não aparece a luz solar, e, além disso, há países onde a luz do Sol não aparece por longos períodos, mas ainda assim dividem-se os dias em 24 horas.
  2. Notemos que no 3º dia o grande mundo botânico nasceu, sendo este também dividido como os outros; mas, se acreditarmos que este foi um período geológico, como alguns admitem, de 500.000 anos de luz e seguido por 250.000 anos de trevas; perguntamos: Seria possível o mundo botânico sobreviver metade duma era geológica sem os raios do Sol?
  3. O texto hebraico implica numa espontaneidade de acontecimentos, que rejeitam, de fato, a necessidade duma era para representar a palavra dia. Disse Deus: “Haja luz”, e a luz existiu. Será que o Deus onipotente e plenipotenciário iria precisar de tantos séculos para realizar essa obra? Pedro esclarece-nos isso quando diz que um dia. para o Senhor, é como mil anos e mil anos como um dia: 2 Pe 3:8. Deus, pela sua Palavra, poderia ter feito todas as coisas num só dia, pois, para Ele, tempo não é impedimento.
  4. Temos de convir em que Moisés, quase com certeza, se está referindo a dias solares de 24 horas, e não a dias geológicos, que os cientistas com seus determinados cálculos pretendem provar. Moisés certamente não estava procurando expressar-se em termos científicos, mas usou uma linguagem acessível à época.
  5. Nos manuscritos hebraicos, quando um número definido precede ou acompanha a palavra “yom”, sempre indica um dia solar. Por que não aqui?
  6. Está em evidência o relato da própria Bíblia, especialmente tratando do estabelecimento do sábado,

7º dia: Êx 20, portanto, se fôssemos dar crédito no que dizem alguns cientistas modernos, teríamos, também, de crer no mesmo período geológico para a criação de Adão e ainda em que Deus continua descansando até hoje. Impossível!

  1. Se aceitarmos a teoria de que cada um destes “dias” representa uma era geológica de 500.000 anos, como explicar, por exemplo, que Adão foi criado no sexto período e que Deus descansou no sétimo dia ou “era”? Adão estaria vivo depois ou foi expulso do jardim do Éden no oitavo dia? Que idade teria ele, então? A Bíblia declara-nos que Adão morreu com 930 anos. Porém, se seguirmos o raciocínio da geologia moderna ele teria 750.000 anos, quando foi expulso do jardim do Éden. Isto constitui um verdadeiro absurdo!
  2. Não há razão de se exigir um período tão extenso para cada dia. A menos que acreditemos na teoria dos evolucionistas, porque somente deste modo precisaríamos crer nesses dias longos.
  3. No versículo 3 de Gênesis não existe discrepância. Deus disse: “Haja luz” e a luz existiu. Ademais, o hebraico ajuda-nos a entender qual o significado dessa expressão. O termo vem de uma tradução do hebraico: “Wa ye hi or”, que dá a entender que foi um ato instantâneo. A palavra luz, no versículo 3 é “or” fheb), e seu correspondente é “phos” (gr). Já no versículo 14, temos a expressão “luminares”, “maior” fheb), que significa literalmente um candeeiro, castiçal ou candelabro, ou seja, aquele que segura a luz ou depósito de luz.

Ademais, para provar a origem da luz no primeiro dia da criação (pois o Sol somente foi criado no quarto dia), temos, por exemplo, a “Aurora Boreal”, do Polo Norte; os “mares” que possuem elementos e minerais que dão brilho fosforescente, onde existem plantas, peixes, fungos marinhos, que têm este brilho. Um outro exemplo não menos importante é o “vagalume” que, sem dúvida, quebra todos os argumentos da ciência moderna, quando diz não existir luz sem calor; porém, confessam os próprios cientistas, o inseto luminoso, joga por terra a exigência da ciência, pois há luz sem calor. E finalmente, a “luz cósmica”, que era desconhecida e desacreditada até os homens explorarem o espaço.

Do exposto, podemos dizer que essa incerteza por parte da ciência, em relação à criação do universo em nada afeta a veracidade da Palavra de Deus. Ele é o Criador de todas as coisas.

Fonte: A Bíblia responde (CPAD)

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Erivelton Figueiredo

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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