Sendo solidários com os necessitados.

Mateus 25: 35-40
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”

Partindo do início de tudo, vemos que sempre houve desiquilíbrio na condição de vida das pessoas. Uns com muito e muitos com pouco. Alguns, com seus celeiros transbordando e outros que nem celeiro tem. Alguns com abundantes farturas em suas mesas e outros que nem possuem uma mesa. Foi Deus injusto na distribuição dos bens? Não poderia Ele ter dividido igualmente os recursos de forma que ninguém padecesse necessidade? Sim, poderia. E, foi exatamente isso que Ele fez.

A ordem dada a Adão era para que, o homem dominasse sobre tudo o que Deus havia criado, em momento algum foi dito para que o homem dominasse sobre outro homem, entenda que o “dominar” aqui, é ter o outro sujeitado a ti, não estamos falando de governar administrativamente. Contudo, após a queda, começaram a surgir os “espertos”, e com a mente já dominada pelo poder do pecado, elaboraram um meio de alcançar seus objetivos sem ter que trabalhar, sem ter que suar, ora … ora, o plano malévolo consistia em esperar que o outro trabalhasse e no momento de usufruir, de desfrutar das recompensas os “espertos” se aproximavam e extorquiam, roubavam ou se fingiam desafortunados para usurparem os bens do trabalhador.

Agora, olhando pelo ângulo da ética cristã, esse assunto é de fácil compreensão. No entanto, ele não é aceito ou admitido por alguns crentes, pois alguns crentes são adeptos de uma certa filosofia do secularismo que diz: “queres ter o que tenho, faça como eu fiz”. Em outras palavras, as pessoas ensinam como conquistar as coisas, mas não querem repartir o que conquistaram. Mas, voltemos a pergunta inicial: porque uns tem muito e outros não tem nada?

Deus assegurou em sua Palavra que os pobres sempre existirão. Independente do que os levou a essa situação, se foi algum infortúnio ou se foi má administração, os pobres existem para que os afortunados tenham a oportunidade de por em prática o amor fraternal, mas isso deve ser feito de maneira espontânea, sem uma imposição ou pressão. A Palavra de Deus manda que repartamos o que temos, ou seja, distribuir o que temos de maneira que nós e o próximo tenhamos o suficiente para uma vida digna. Não obstante, isso deve ser um ato constante, e não feito apenas em datas especiais do ano. Os pobres não têm necessidades apenas em alguns dias específicos do ano, eles têm necessidades o ano inteiro.

Todos os personagens bíblicos, homens ou mulheres, que o Senhor Deus elevou a um alto nível socioeconômico, foram, assim, enriquecidos para um propósito específico de Deus: manutenção da vida de seu povo. Portanto meu querido leitor, se você é um dos que foram abençoados por Deus e tem em seus celeiros abundância, saiba que o teu Deus te proporcionou isso para que fosses um abençoador de vidas.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

P.S.: Se a imagem deste artigo te chocou, não me repudie por isso, essa foi a minha intenção. Temos que nos despertar para a razão pela qual fomos alcançados pela graça de Deus.

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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