A esterilidade era motivo de preconceito e de discriminação.

I Samuel 1: 6-7
E a sua competidora excessivamente a irritava para a embravecer, porquanto o SENHOR lhe tinha cerrado a madre. E assim o fazia ele de ano em ano; quando ela subia à Casa do SENHOR, assim a outra a irritava; pelo que chorava e não comia.”

Tanto nas leis de Israel, como no Código de Hamurabi, e segundo os estudiosos, Israel copiou muitas leis deste Código, do que eu discordo, pois, nosso Deus não precisa copiar nada de ninguém, haviam leis que regiam e preservavam o matrimônio. Se, no Império Paleobabilônico algumas leis, que posteriormente se tornaram conhecidas em Israel, já eram observadas, isso só deve ser interpretado como propósito de Deus, para que Israel pudesse entender que, se os ímpios obedeciam tais leis, muito mais eles deveriam obedecer.

No Antigo Testamento, quando em um casamento a mulher era estéril, o homem tinha o direito de adquirir uma concubina. Porém, se a mulher lhe oferecesse uma escrava para coabitar com ele, ela não podia desposar outra mulher, se porventura a escrava lhe desse o filho. Naqueles dias, uma família sem filhos era uma desonra, nem sempre se apontava exclusivamente a mulher como culpada, mas a família era tida como desprovida da graça de Deus. Contudo, devemos ter o cuidado, o zelo, para não fazermos interpretações escabrosas da Palavra de Deus. A Bíblia não permite e não incentiva assim como nosso Deus não admite a poligamia, Ele até tolerou isso dos servos no passado, mas nunca foi da vontade do nosso Pai Celeste que um homem tivesse várias esposas.

Mas, para que seus filhos (Israel) pudessem estar dependentes dEle em qualquer situação, nosso Deus, em alguns momentos cerrou a madre de algumas personagens de importante relevância na história para que fé fosse exercitada. O casamento, entre os israelitas, era uma festa marcada por muitos acontecimentos, mas entre estes estavam os votos que todos faziam aos noivos, com a mais pura das intenções: “que vivam felizes para sempre e tenham muitos filhos e filhas” (Sl 127).

O conceito que se tinha por família nos dias do Antigo Testamento eram grandes e incluíam todos os membros da mesma – tias, tios, primos e servos. Abraão conseguiu reunir 318 guerreiros “nascidos em sua casa” (Gn 14:14). Maria e José parecem ter viajado numa família assim na visita que fizeram com Jesus a Jerusalém, quando Ele tinha doze anos. Eles viajavam com “parentes e conhecidos” (Lc 2:44). Havia um número suficiente de pessoas para não conseguirem encontrá-lo durante um dia inteiro e Maria e José tinham um parentesco bem próximo com a família extensa para não se preocuparem com isso.

A família era, portanto, um “pequeno reino” governado pelo pai. Ele tinha autoridade sobre a esposa, filhos, netos e servos – todos da casa. O papel da mulher sempre pareceu ser de submissão ao homem. Contudo, o papel tradicional não significava que a mulher não fosse amada ou desrespeitada ao cumprir o seu papel, mas, quando a mulher não podia ter filhos, isso era considerado uma maldição de Deus, porque significava praticamente a extinção da família. Raquel disse a Jacó que se não tivesse filhos morreria (Gn 30:1). Ana acreditava que sua esterilidade era um castigo de Deus, e Isabel sabia que os olhares de censura que recebia das pessoas era por pensarem que havia feito algo para desgostar a Deus.

Embora houvessem passado por afrontas e desprezos, as personagens da história bíblica que tiveram sua madre cerrada, no fim, cantaram louvores a YHWH, pois seu opróbrio foi feito em exaltação.

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências: The New Manners and Customs of Bible Times – Ralph Gover

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Erivelton

Cristão Evangélico; Obreiro do Senhor Jesus Cristo, pela misericórdia de Deus; Professor da EBD; Capelão; Estudante persistente da Palavra de Deus; Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Min. Boas Novas em Guarapari-ES. Casado com a Inês; pai do Hugo, do Lucas e da Milena.

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