Zelar e defender o rebanho de Deus é dever do pastor.

I Pedro 5: 2-4
Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.”

O verbo apascentar engloba toda e qualquer atividade condizente a um pastor diante do seu rebanho. O seu sentido, mesmo que literal, está muito além do que ser apenas um guia ou um representante oficial. Apascentar não se restringe a conhecer profundamente as necessidades do rebanho, mas ser um participante delas; não é apenas mostrar o caminho em que o rebanho deve caminhar, mas caminhar junto com ele. A função do apascentador não se limita a quatro paredes. Cuidar do rebanho, estando ele, no aprisco é uma tarefa muito fácil, árduo é zelar pelas ovelhas quando estão livres no campo, cercadas por inúmeros perigos.

A cada dia cresce o número de escândalos envolvendo líderes religiosos. E, não importando de qual seguimento estamos falando, qualquer um que esteja na posição de líder, segundo a fé que cada seguimento professa, lidera por uma determinação divina. Mas, não vem ao caso debater o que os outros fazem, vamos nos ater ao seguimento evangélico. Vamos falar somente dos líderes evangélicos e dos problemas que enfrentamos todas as vezes que é ordenado ao ministério pastoral, uma pessoa totalmente desqualificada para a função, uma pessoa que não cumpre com os critérios que são exigidos.

A Palavra de Deus, do Gênesis ao Apocalipse, estabelece os critérios que qualificam uma pessoa para a função pastoral. Vale lembrar que Deus não proíbe os que estão salvos em Jesus Cristo de aspirarem a liderança de um rebanho, contudo, a aspiração tem que, obrigatoriamente, estar coadunada com os critérios bíblicos. No Reino de Deus não basta estar cheio de “boa vontade”, antes das boas intenções tem que se observar rigorosos critérios estabelecidos pelo Senhor do rebanho. Infelizmente os critérios bíblicos estão sendo substituídos por qualificações culturais, intelectuais e, pasmem, sociais.

Os padrões Bíblicos para a ordenação de um pastor, estão fundamentados, essencialmente, no caráter moral e espiritual de forma íntegra, e, a Igreja de Cristo, independente da época em que está, não pode reduzir esses critérios, substituindo-os pelo poder influenciador, pela eloquência em discursar, pelo desempenho administrativo ou nível acadêmico que algumas pessoas têm. Muitas igrejas, da atualidade, estão desprezando as qualificações justas e exigidas na Palavra de Deus para a ordenação de pastores e demais obreiros.

Pedro adverte sobre três perigos que um pastor pode enfrentar no seu ministério – ambição, preguiça e demagogia. Para se transpor esses perigos, a melhor atitude é apascentar o rebanho sendo exemplo para ele.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Bíblia de Estudo Pentecostal

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