A destruição é antecedida pelo orgulho, e a queda, pela altivez.

Provérbios 16: 18
A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”

Esta semana, o foco é a parábola do fariseu e do publicano. Tentaremos, no decorrer destes dias, mostrar que as virtudes humanas, em si mesmas, não são as causas da nossa condição e posição de servos de Deus, contudo, elas não podem ser ignoradas ou, até mesmo, desprezadas. Elas são aperfeiçoadas, naqueles que foram salvos, para que se tornem, a cada dia, pessoas melhores.

A origem do farisaísmo como religião ainda é uma incógnita para os historiadores, nem Flavio Josefo conseguiu determinar com exatidão a sua origem. Sabe-se que surgiu por causa da discordância de certas práticas que, segundo o entendimento dos, então denominados “fariseus”, contrariavam a lei de Moisés, por isso, resolveram, serem “separados”, que é o significado teológico da palavra fariseu. Mas alguém pode dizer: Neste caso o farisaísmo está certo, pois, Deus pede para sermos separados.

Tal como os dias de hoje, o farisaísmo surgiu por questões doutrinárias. Estavam amparados na interpretação que tinham da lei, que por ser, uma interpretação, diferente dos outros grupos, julgavam serem os detentores da verdade absoluta. Julgaram ser os únicos “crentes” que cumpriam cabalmente toda a Lei de Deus. Diante disto, a interpretação literal da palavra “separados” na aplicação aos fariseus, tem um sentido de divisão e não de santificação. Eles se separaram das pessoas e não para Deus.

O farisaísmo, como religião, tinha intenções sinceras e honestas de conduzir as pessoas a Deus, desde que seguissem seus dogmas. O que Jesus denunciou aos seus líderes, era a hipocrisia e o arrogante comportamento de alguns diante das Escrituras. A hipocrisia residia no fato de imporem regras que eles não cumpriam e, o arrogante comportamento revelava que haviam associado os deveres humanos à Lei de Deus. Ao aplicarem a si mesmos e a seus seguidores certos deveres exteriores, eles haviam realmente dado uma forma mais fácil à justiça, um objetivo que seria alcançável através de uma certa obediência, para que quando esses atos fossem realizados, os fariseus pudessem pensar que haviam feito tudo o que deles era exigido. Contra essa atitude, Jesus disse que mesmo quando tais exigências tivessem sido cumpridas, o servo de Deus ainda não poderia permanecer seguro.

O fato de não citar os nomes dos personagens na parábola, nos incitar a pensar que o que devemos entender é que Jesus não está falando de pessoas individualmente, mas de grupos – um grupo age arrogantemente, julgando-se digno de estar diante de Deus e, o outro grupo age reconhecendo que se não fosse a Graça e as Misericórdias divinas, não poderiam, de forma alguma, nem ao menos, se dirigir ao Deus Soberano.

Os publicanos dos tempos de Jesus, eram odiados pelo simples fato de serem cobradores de impostos, e, isso trazia implicações na sua vida social e religiosa. Como o pagamento de impostos a uma nação estrangeira era algo excessivamente odioso, e geralmente entendido como ilegal, os publicanos eram considerados traidores de sua nação e agentes voluntários de seus opressores. Esse ódio aos publicanos também era fortalecido por considerações religiosas. Como seu trabalho constantemente os colocava em contato com os gentios, eles eram considerados impuros, e, portanto, deveriam ser evitados.

Cristo os considerava agradavelmente livres da hipocrisia e da falsidade dos fariseus. Qualquer sentimento moral que tivessem era real, e não convencional.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe

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