Ao orar, lembrando que temos algo contra alguém, devemos perdoar.

Marcos 11: 25
E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.”

Quando passamos pela experiência do “novo nascimento” e, vivemos, de fato, como novas criaturas, temos um entendimento mais amplo dos sentimentos e propósitos de Deus em relação a nós. Todo o sentimento que o Pai Celeste expressa por nós, ainda que individuais, como já vos escrevi antes, não são para provocar em nós quaisquer sentimentos de “queridinhos do Pai”, bem como as bênçãos que recebemos não são para usufruto exclusivamente nosso, em algumas situações somos “instrumentos” ou, como alguns preferirem, somos “canais” para que Deus realize sua obra na vida de alguém. Tudo o que nosso Deus espera de nós é que procedamos com o nosso próximo tal qual Ele procedeu conosco.

Desta forma, o que Deus espera é que, com a mesma intensidade com que nos amou apesar do que somos, amemos também com a mesma intensidade o nosso próximo; Ele espera que da mesma forma como nos abençoou quando estávamos necessitados, devemos, na mesma proporção, compartilhar essa benção com o nosso próximo; e, também, Ele espera que da mesma forma como nos perdoou os terríveis pecados, nós, também de igual forma, perdoemos o nosso próximo.

Teologicamente o termo “perdão” tem um aspecto jurídico, pois o perdão que recebemos de Deus se aplica na “extinção da punibilidade, concedida espontaneamente pela Sua soberana autoridade, que perdoa, reduz ou comuta a pena de um ou mais sentenciados, tendo em vista o cumprimento de alguns requisitos”. Note bem que o perdão não concedido aleatoriamente. Só recebe o perdão aqueles que cumprem cabalmente com os requisitos necessários para a aquisição do indulto. Deus não sai por aí perdoando à revelia, Ele só perdoa aqueles que entendem que infringiram profundamente à sua Lei e, agora, arrependidos buscam, nEle, o perdão.

Impreterivelmente, o arrependimento, é o critério usado por Deus para a concessão do perdão, pois, só aos que foram despertados das suas incontestáveis falhas, reconhecendo seu lastimável estado, recorrem apressadamente a este perdão, antes que a sentença universal de todo o pecador se cumpra. Embora toda a iniciativa do perdão parte de Deus em querer perdoar, Ele só perdoa os que, arrependidos dos seus funestos atos, suplicam a Sua misericórdia. Vale lembrar que qualquer pecado, mesmo aqueles que segundo nosso conceito são insignificantes, quando contrastado com a santidade de Deus é uma ofensa gravíssima e, indiscutivelmente, necessitam de perdão.

Ora, então a lógica é simples e de fácil compreensão – se todos os nossos atos que ofenderam gravemente a Deus, atos que nenhuma outra punição que não fosse a morte (espiritual) seria tão justa, foram perdoados por Ele, consequentemente, qualquer ofensa que recebermos de qualquer pessoa, deve ser perdoada por nós.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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