Devemos perdoar, pois se não o fizermos, também não o seremos.

Marcos 11: 26
Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas.”

Perdoar é uma das principais atividades que permeiam os fundamentos da fé cristã. Nossa inclusão como filhos de Deus, só foi possível porque recebemos o perdão de Deus, através da obra do Filho, na cruz, em nosso favor. O perdão de Deus pôs fim à situação desastrosa em que nos encontrávamos e, também, restabeleceu o relacionamento que havia sido quebrado por causa do nosso pecado – estávamos condenados à morte e, pior que isso, estávamos condenados a viver eternamente separados de Deus.

O propósito de Deus com a obra do Filho, Jesus Cristo, na cruz, é conceder a todas as pessoas a oportunidade de se voltarem para Deus e, restabelecido o relacionamento, viver uma nova vida onde o amor e o perdão têm sua máxima expressão. O perdão de Deus, deve gerar em nosso coração o desejo de perdoar, tal como Ele fez conosco. Numa visão secular, perdoar significa deixar de considerar o próximo com desprezo ou ressentimento. É ter compaixão, deixando de lado toda a ideia de vingança, independente do que tenhamos sofrido.

Paulo escreveu aos crentes de Colosso, exortando-os a suportarem-se uns aos outros, e perdoarem uns aos outros. O princípio básico é que se fomos perdoados sendo os mais desprezíveis seres humanos, devemos perdoar na mesma proporção e intensidade. Perdoar é um mandamento de Deus. Perdão não é um sentimento e nem depende de nossa vontade.

Nossa maior dificuldade em perdoar as pessoas reside em:
– Primeiro, na interpretação que temos do que é pecado, ou seja, no conceito que formulamos a respeito do pecado. Infelizmente estamos cercados por armadilhas que, se não atentarmos diligentemente para elas, acabaremos presos. São sentimentos que surgem esporadicamente e, que parecem insignificantes, mas que se não forem extirpados imediatamente de dentro de nós, enraizar-se-ão e causarão enormes danos. Por isso, às vezes, conceituamos pecado de acordo com o que nos é conveniente, isto é, só entendemos que é pecado aquilo que não aceitamos ou aquilo que os outros fazem diferente de nós.
– E, a segunda barreira que temos que transpor para liberar perdão, está no conceito que estabelecemos sobre santidade. “Não há um justo, nem um sequer”, essa verdade bíblica é mais que suficiente para concluirmos que ninguém é perfeito; ninguém é melhor que ninguém; e, que somos, todos nós, passiveis de errar. Vencidas essas barreiras, entendemos que perdoar além de ser mandamento, é um dever do crente.

Tanto o liberar perdão como o receber o perdão de alguém, implica em apagar, de forma definitiva, um sentimento que, em algumas ocasiões, pode invadir o nosso coração, e é uma mistura de rancor, raiva, amargura, desgosto, pesar, ressentimento, ódio e tristeza – a mágoa, e enquanto não formos libertos, ela vai causando estragos em nossas vidas.

Pelo fato de existirem opiniões diferentes da nossa, e isso é fundamental para alicerçar qualquer relacionamento, não indica que devemos olhar para os discordes como inimigos. Exercitemos a tolerância.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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