Orar pelos inimigos e também por aqueles que nos perseguem.

Mateus 5: 43-44
Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.”

Mesmo com uma busca minuciosa, não encontraremos nenhum texto na Bíblia que sugira que devemos ter aversão aos nossos “inimigos”. O que sempre encontramos são advertências acerca de relacionamentos, sejam sentimentais ou profissionais, com pessoas que professam uma fé diferente da nossa. Não entenda a “fé”, aqui, como sendo crentes das diferentes denominações ou credo, nos referimos àquelas pessoas que não acreditam em Deus e nem atribuem a Ele a criação de todas as coisas. Com essas pessoas somos exortados a não manter qualquer tipo de vínculo, CONTUDO, não podemos inferir que essa exortação implica em ver tais pessoas como inimigas.

Na parábola do “Bom Samaritano”, que é o tema desta semana, o Senhor Jesus fez uma pergunta ao maioral da sinagoga, em resposta ao que ele tinha Lhe perguntado, e a pergunta não era para determinar o nível de conhecimento daquele homem acerca das Escrituras para justificar sua posição como “chefe”, mas, identificar o nível de discernimento e interpretação que ele tinha alcançado daquilo que havia lido nas Escrituras. Então, quando Jesus perguntou-lhe como ele tinha lido na lei os preceitos para herdar a vida eterna, ele respondeu corretamente como estava escrito, mas o que Jesus queria saber era o que ele tinha entendido ou interpretado.

Em Deuteronômio 23, encontramos solene advertência de Deus, ao povo de Israel, sobre a proibição de relacionamento, de qualquer tipo, com duas nações – amonitas e moabitas, porém não encontramos nenhuma palavra que insinue que, tais povos, deviam ser “aborrecidos” ou odiados pelos judeus. O que Jesus citou no texto acima, foi uma adição que os escribas fizeram, para complementar a suposta interpretação do texto bíblico. Nosso Deus não se contradiz nem cria confusão em nossa mente. Foram os judeus que interpretaram equivocadamente as Escrituras – entenderam que o próximo era, tão somente, a pessoa da mesma etnia. Com o passar do tempo esse entendimento foi estreitando cada vez mais, até chegar o ponto que o próximo era somente aquela pessoa que além de ser da mesma etnia, era também da mesma família e que professasse a mesma fé.

Infelizmente as igrejas, hoje em dia, estão vivendo de maneira idêntica a Israel no passado, muitos entendem que o próximo é apenas aquele que congrega na mesma igreja, ainda que haja várias igrejas de um mesmo ministério, as pessoas não interagem como convém a um crente verdadeiro. As pessoas deixaram de buscar o Reino de Deus e começaram a disputá-lo, como se lá houvesse limite para habitantes.

Muito mais do que aceitar todas as pessoas como nosso próximo, e entender que, primeiro, temos o dever de ser o próximo de qualquer pessoa.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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