A maior e mais necessária vigilância a ser exercida pelo crente.

Salmo 141: 3-4
Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios. Não inclines o meu coração para o mal, nem para se ocupar de coisas más com aqueles que praticam a iniquidade; e não coma eu das suas delícias.”

O caráter de uma pessoa pode ser definido por suas atitudes. Um mau caráter, por mais esforço que faça, controlando sua língua quanto ao que pronuncia, não pode mudar a natureza do seu coração. Não adianta passarmos a vida toda controlando a língua para não pronunciarmos palavras vãs, se não tratarmos a fonte de origem dos nossos sentimentos. A língua não é má por si mesma. O veneno que ela expele não provém dela mesmo, ela é apenas o “instrumento” usado para exalar toda a peçonha produzida no íntimo do nosso ser.

Independentemente de qual situação levou Davi a escrever este Salmo – a perseguição de Saul ou a rebelião de Absalão, ele o escreveu por que algumas pessoas, provavelmente, o estavam criticando, pois, tanto numa como na outra situação, Davi estava isento de culpa e, segundo a visão dos críticos, ele deveria ter tido outro comportamento, ou seja, inimigo não se foge dele, trata-o da mesma forma como eles nos tratam. Em outras palavras, os que criticavam Davi esperavam que ele não tivesse nenhuma comiseração pelos “inimigos”.

Deus não se engana a nosso respeito. Quando Ele declarou que Davi era um homem segundo seu coração, Ele conhecia perfeitamente todas as limitações e fraquezas de Davi, contudo, a Sua declaração não estava fundamentada na perfeição do ser, mas na sinceridade das ações de Davi. Por duas vezes o Senhor provou o caráter de Davi, pondo Saul indefeso em suas mãos, e, na batalha contra o exército de Absalão, Davi fez uma enfática recomendação à vida do seu filho. Em ambos os casos os “amigos” de Davi ficaram indignados com seu comportamento. Então, Davi escreve esse Salmo e declara abertamente que não são as ações das pessoas que determinam suas reações. Davi busca o poder para guardar a sua boca, manter puro o seu coração, evitar a prática do mal, refrear a sua participação dos luxuosos prazeres.

A guarda que é solicitada ao Senhor, fala da própria consciência. É ela quem vai nos policiar o tempo todo nos impedindo de falar ou pronunciar palavras que ferem, magoam, entristecem, amaldiçoam e difamam. Mesmo que o nosso coração esteja cheio de sentimentos razoáveis por causa das afrontas e perseguições, não precisamos reagir da mesma forma com que as pessoas agem conosco. Somos diferentes! Não somos melhores, mas somos diferentes.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Moody. (Salmos)

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