O uso do discernimento no exercício do ministério.

Atos 5: 1-5
Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.”

Alguns ensinos estão sendo abandonados pelas igrejas exatamente para não despertar os crentes das necessidades imprescindíveis para o crescimento e fortalecimento espiritual, tanto coletiva (a igreja) quanto individualmente (o crente). O discernimento espiritual é um dom, do Espírito Santo, importantíssimo para o crente. Sem ele, nós estamos literalmente “à deriva” nos cultos, pois as inúmeras manifestações nos cultos, nem sempre vem de Deus, temos atribuído ao Espírito Santo manifestações de pessoas desequilibradas emocionalmente e vazias de qualquer espiritualidade. São manifestações que não promovem nenhuma paz, consolo, edificação ou alegria, antes, denotam uma concorrência de santidade.

Alguns líderes de igrejas, agindo sem qualquer escrúpulo espiritual, “amordaçam” os crentes se valendo de versículos bíblicos e interpretam tais versículos de maneira que reputação deles não seja atingida: “não julgueis e não sereis julgados”. Esta orientação de Jesus, conforme Lucas escreveu, não pode e, muito menos está contradizendo o João escreveu na sua primeira epístola – “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.”

A orientação de Jesus se aplica àquelas pessoas que habitualmente criticam os outros estando em um estado pior das que são criticadas, ou seja, como posso criticar alguém, estando em situação pior? Mas, na questão de fazer um julgamento fundamentado no dom de discernimento espiritual é recomendado pela Bíblia, afinal, um dos propósitos da Palavra de Deus é despertar o crente dos perigos que o ronda dentro da própria igreja. Somos ordenados a fazer rigorosa avaliação do comportamento das pessoas com o fim de identificar os lobos no meio do rebanho.

O verbo discernir aponta para o ato de fazer um julgamento, sendo que, esse julgamento deve ser feito tendo a capacidade de compreender situações e de separar o certo do errado; a capacidade de avaliar as coisas com bom senso e clareza; juízo, tino; e, ter conhecimento e entendimento que obedeçam os critérios da INERRANTE e INFALÍVEL Palavra de Deus.

Não podemos dar crédito a toda manifestação espiritual dentro da igreja, nem tudo o que vemos e ouvimos é, de fato, espiritual. Precisamos de discernimento para não confundirmos barulho com adoração, empolgação com vida consagrada, sentimentalismo com quebrantamento, euforia com presença do Espírito Santo; o que precisamos URGENTEMENTE é voltar ao primeiro amor. Precisamos ser mais lúcidos e abundantes na obra de Deus.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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