O novo e vivo caminho para Deus.

Hebreus 10: 18-25
Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado. Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e as boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”

Qualquer coisa, mesmo que seja o mínimo, que fazemos para Deus e que denota o mais ínfimo sentimento de sacrifício, não tem nenhum valor. Até mesmo um simples jejum, quando consagrado, se requereu de nós um “sacrifício”, se torna inútil. O que Deus espera dos seus filhos é que tudo seja feito de forma voluntária e, isso inclui o jejum. A nossa condição de sacerdócio real, nos encarrega de sermos tão somente adoradores, excluindo-nos de qualquer ritual exigido na antiga aliança.

A morte de Jesus na cruz tem um significado muito mais amplo do que apenas o caráter de substituição. Ele não só nos substituiu na cruz, como, de uma vez por todas, quitou nosso débito com o Pai. Além de tomar sobre Si todas as nossas iniquidades, Ele deu-se por sacrifício. Desta forma, o “caminho” que foi aberto por Ele, nos isenta de qualquer ato que denote sacrifício. Qualquer atitude ou comportamento que expresse ou denote qualquer tipo de sacrifício se torna vão diante de Deus.

O impacto que a Lei de Deus provocou nos crentes da antiga aliança foi impressionante. Eles em hipótese alguma se atreveram a entrar na presença de Deus (Lugar Santíssimo), de maneira inapropriada, agiam assim por que temiam as consequências daquilo que, antecipadamente, já estavam cientes e, os que se atreveram a entrar sem levar em consideração as severas advertências divinas, receberam as punições prescritas para tal desobediência. Até o sumo sacerdote que tinha autorização para entrar no Lugar Santíssimo não se atrevia a fazê-lo fora daquilo que estava determinado. E, o extraordinário disto tudo é que o que os impelia a se comportar desta forma não era o Véu que fazia a separação, antes, o comportamento deles estava estribado no temor a Deus.

Jesus ao consumar sua obra na cruz, removeu o obstáculo – o Véu que foi rasgado, que fazia separação entre Deus e o homem, entretanto, isso nunca significou que agora podemos entrar de qualquer maneira na presença de Deus. O caminho aberto por Cristo mantém, na essência, as mesmas exigências no que diz respeito a espiritualidade do adorador. Ainda que este caminho esteja aberto e que podemos entrar por ele com ousadia, não temos permissão para entrar de qualquer forma ou apresentar qualquer coisa, as exigências impostas ao adorador da antiga aliança, no que se aplica a espiritualidade, ainda estão prevalecendo.

É evidente que devemos nos preparar espiritualmente para ter comunhão com Deus. Os sacerdotes da antiga aliança tinham de passar por várias purificações e pela aplicação do sangue no Dia da Expiação. O crente hoje deve aproximar-se de Deus com um coração puro e com uma consciência limpa. A comunhão com Deus exige pureza.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento – W. W. Wiersbe

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