O culto racional.

Romanos 12: 1
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional

Em contraste com os rituais da Antiga Aliança, em que para o adorador apresentar seu culto a Deus, era imprescindível que houvesse um sacrifício. Como vimos anteriormente, haviam certos sacrifícios no passado que não apontavam exclusivamente para problemas com o pecado, implicavam, também, na “simples” adoração. Assim, até para prestar uma adoração no passado, era necessário um sacrifício.

Rogar é muito mais do que um simples pedido, é insistir com ferrenha veemência. Rogar é solicitar até ver o desejo concretizado, e é exatamente com esse sentimento que Paulo está pedindo os crentes de Roma que adorem a Deus quando estiverem reunidos para cultua-Lo. A reunião dos santos, na teologia paulina, não pode ter as mesmas características das assembleias ou convocações que acontece na sociedade. A reunião dos santos é muito mais do que um singelo ajuntamento de pessoas com o intuito de adorar a Deus com hinos e instrumentos, ela é o momento em que temos a oportunidade de ouvir, conhecer e entender qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

O rogo de Paulo para que apresentemos nosso corpo em sacrifício não aponta para o sentido literal da palavra. Ele não está sugerindo que haja autoflagelação para que o culto fique irrecusável ante a face de Deus. Não é isso! Paulo está rogando que, quando formos apresentar nosso culto ao Senhor, o façamos de forma plena – corpo, alma e espírito. De nada adianta uma coreografia bem ensaiada se tão somente o corpo físico é quem esteja participando da adoração, junto ao corpo, alma e espírito devem estar intimamente envolvidos na adoração. O rogo de Paulo é que, da mesma forma que usávamos nosso corpo para cumprir os desejos da carne antes da salvação, possamos usá-lo, agora salvos, com a mesma disposição na adoração a Deus.

Paulo está dizendo, também, é que não há necessidade de nenhum sacrifício para prestar um culto a Deus, pois um sacrifício já foi feito e ele é suficiente e definitivo. Contudo, prossegue Paulo, se você quer sacrificar, sacrifique-se a si mesmo sem derramar sangue. Mas como pode isso? Surgem as perguntas. Ora, é simples. OBEDEÇA a Deus. Existe sacrifício maior que este?

Por fim, Paulo diz que quando prestamos um culto a Deus dentro destes moldes, esse é o nosso culto racional. Mas, o que, de fato, significa “culto racional”? Culto racional é o simples ato de fazer tudo, no momento da adoração, cumprindo os critérios estabelecidos por Deus em Sua Palavra. É ter conhecimento destes critérios e aplica-los de maneira consciente.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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