Deus habita na eternidade.

Isaías 57: 15
Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos

Deus é Infinito, isto é, não está sujeito às limitações naturais e humanas. A sua infinitude é vista de duas maneiras: A primeira é em relação ao espaço. Deus caracteriza-se pela imensidade – “Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado”; isto é, a natureza da Divindade está presente de modo igual em todo o espaço infinito e em todas as suas partes. Nenhuma parte existente está separada da sua presença ou de sua energia, e nenhum ponto do espaço escapa à sua influência. “Seu centro está em toda parte e sua circunferência em parte nenhuma”. Mas, ao mesmo tempo, não devemos esquecer que existe um lugar especial onde sua presença e glória são reveladas duma maneira extraordinária; esse lugar é o céu.

A segunda maneira é em relação ao tempo, Deus é eterno. Ele existe desde a eternidade e existirá por toda a eternidade – “E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir. E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre, Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo”. O passado, o presente e o futuro são todos como o presente à sua compreensão. Sendo eterno, ele é imutável — “o mesmo ontem, hoje, e eternamente“. Esta é para o crente uma verdade confortadora, podendo assim descansar na confiança de que “O Deus da antiguidade é uma morada, e por baixo estão os braços eternos“.

Medimos a nossa existência pelo tempo: o passado, o presente e o futuro. Mas Deus não está limitado pelo tempo, e nem por isso deixou de se revelar dentro de nosso ponto de referência – o tempo, a fim de tomarmos conhecimento dessa revelação. Os termos “eterno”, “perpétuo” e “para sempre”, são frequentemente empregados pelos tradutores da Bíblia na tentativa de captar o sentido das expressões hebraicas e gregas que colocam a Deus dentro de nossa realidade temporal e finita. Ele existia antes da criação: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus“.

Ainda que vejamos o tempo como uma forma limitada de medição, a plena compreensão da eternidade está além de nosso alcance. Portanto, na impossibilidade de se entender a relação entre o tempo e a eternidade, confessemos: “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman
– Teologia Sistemática – Stanley Horton

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