O servo de Deus deve esperar sempre com paciência.

Salmos 40:1
Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”.

Quantos males poderiam ser evitados se, tão somente, colocássemos essa palavra em prática em nossas vidas – esperar com paciência no Senhor.

A definição para paciência é: virtude do ser humano baseada no autocontrole emocional, ou seja, quando um indivíduo suporta situações desagradáveis, injúrias e o incômodo de terceiros sem perder a calma e a concentração. Porém, para ser vista como virtude, a paciência deve ser evidenciada em todas as circunstancias da vida daquele que é paciente, por que ser paciente apenas em determinadas situações é muito fácil. A dificuldade é ser paciente em todos os momentos, principalmente naqueles momentos que exigem uma ação rápida.

Foi exatamente neste contexto – paciência, que Saul começou a demonstrar rebeldia contra as orientações recebidas. O argumento de Saul para justificar sua atitude era, mais ou menos, justo, contudo, Samuel disse que chegaria para oferecer o sacrifício e, independente de quanto tempo Samuel demorasse, ele deveria esperar, mesmo que todo o povo fosse embora, ele deveria esperar.

Temos nesta passagem, de Saul, um ensino muito apropriado para os nossos dias. Vemos hoje um numero expressivo de jovens (neófitos na fé) querendo ocupar ou exercer uma função que ainda não estão capacitados. Por causa disso, a grande maioria dos viciados em crack e outras drogas que vagueiam pelas ruas dos grandes centros, são pessoas desviadas do evangelho, por que não suportaram o “peso” da responsabilidade. Ainda que tivessem uma boa formação acadêmica, espiritualmente eram recém-nascidos e, um recém-nascido é, naturalmente, limitado em quase todas as coisas.

Atropelar os processos naturais pelos quais o crente deve passar é um ato de rebeldia. Querer “pular” determinadas fases que são imprescindíveis para a formação do caráter do crente é uma forma de rebelar-se contra o que Deus tem prescrito em Sua Palavra. Paulo de Tarso que era um “doutor” entre os fariseus, teve que “cursar uma faculdade” para aprender como ser um servo fiel e útil na obra do Senhor. Paulo esperou pacientemente momento exato para dar início ao seu ministério.

A rebeldia de Saul não foi contra o que Samuel tinha falado, mas contra o que Deus tinha falado pela boca de Samuel. O extermínio dos amalequitas não era para cumprir um capricho de Deus. Era o juízo do Altíssimo sobre um povo que, covardemente, atacou Israel durante suas peregrinações. Havia chegado o momento do acerto de contas com o Todo Poderoso e, Saul, voluntariamente, rebelou-se contra uma ordem proferida pelo Senhor.

A ansiedade de Saul em querer antecipar os fatos, foi a causa de sua derrota.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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