O pecado é a transgressão da lei divina.

I Timóteo 6: 10
 “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”.

Quando examinamos cuidadosamente a história de Davi, conseguimos, então, perceber com qual dimensão o pecado pode arruinar a vida de uma pessoa. Embora Davi não tenha perdido sua posição de realeza e nem sofreu grandes prejuízos financeiros quando cometeu o adultério com Bate-Seba, entretanto, ele viu com “os próprios olhos” a sua família desmoronar moralmente – o incesto de Amnom com Tamar; o fratricídio de Amnom cometido por Absalão; a revolta de Absalão contra o próprio pai; a prepotência de Adonias em se colocar como sucessor do trono, por que nunca ouviu do pai uma palavra contrária às suas intenções; enfim, como se isso não bastasse, o próprio Davi era fustigado diariamente por sua consciência, pois insistia em conduzir a sua vida como se nada tivesse acontecido.

É muito comum, quando contemplamos algumas adversidades sobre a vida de alguém, dizermos que é a mão de Deus pesando sobre a pessoa – é o Senhor tratando com justiça. Porém, creio firmemente que nosso Deus não tem prazer nisso. Nosso Deus não tem o interesse de castigar apressadamente o homem, Ele é longânimo, tardio em irar-se. Indubitavelmente, as muitas adversidades que enfrentamos, na sua grande maioria, são frutos da nossa sementeira. O homem desfruta daquilo que ele constrói; o homem colhe estritamente aquilo que plantou e, a história de Davi é a maior evidência disto.

A imagem que muitas pessoas, inclusive alguns crentes, fazem de Deus, é um ser poderoso com semblante carrancudo, com um chicote na mão pronto a desferir golpes. Um ser que, sem misericórdia alguma, se diverte infligindo castigos insuportáveis aos que pecam. Eu digo que nosso Deus não é assim e, afirmo isso fundamentado no que Ele diz de Si mesmo – “Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos”, isto é, Deus não mente e, se Ele não mente, então quando Ele diz que – “Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? Diz o Senhor Jeová; não desejo, antes, que se converta dos seus caminhos e viva?”, Ele está assegurando que não precisa infligir maior castigo ao pecador do que ao que ele (o pecador) já está destinado.

Deus, pelo sacrifício de Jesus, pode, se o pecador desejar, mudar o destino final para o qual o homem sem Deus está caminhando, contudo, os frutos da sementeira que temos cultivado são infalíveis. Portanto, não devemos apontar Deus como sendo a fonte dos dissabores oriundos de uma vida de pecados que se abatem sobre nós.

Entenda uma coisa, caro leitor(a), tudo isso que escrevemos se aplica àquelas pessoas que estão passando por dificuldades e estão consciente que é por causa de pecados, mas estão “fingindo” inocência.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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