Pelo fruto se conhece a árvore.

Mateus 12: 33
 “Ou dizeis que a árvore é boa e o seu fruto, bom, ou dizeis que a árvore é má e o seu fruto, mau; porque pelo fruto se conhece a árvore”.

Para os que são leigos no assunto, a única forma de identificar uma árvore frutífera é através do fruto, e isso é facilmente constatado, pois, quando estamos nas estações que não são próprias dos frutos, apesar das árvores frutíferas manterem suas características, se não forem observadas com detalhes, todas não passam de árvores.

Aplicando isso na esfera espiritual, o que o Senhor Jesus está dizendo é que o religioso não faz diferença entre ser “crente” e o ser crente fiel, mesmo que ela seja gritante. Para o religioso pouco importa se tem diferença, afinal estão todos na mesma igreja. Na verdade, na concepção do religioso, a questão de dar frutos é pouco ou nada relevante, desde que o “crente” esteja participando da mesma comunhão que o crente fiel na igreja.

Toda a atenção do Senhor Jesus está voltada para a árvore. A questão, aqui, não é a qualidade do fruto que porventura se produz, mas tão somente a característica da árvore. Todavia o fruto a que se refere o texto bíblico não é estritamente o produto que as arvores provavelmente darão, mas aponta, também, para o que cada árvore pode proporcionar. E, usando a mesma linguagem figurada que nosso Senhor Jesus usou, quero discorrer sobre esse assunto, falando de árvores como se estivesse falando de homens – pessoas.

As arvores representam muitas coisas, dependendo de quem vai usufruir dos seus benefícios. Por exemplo: as aves usufruem da segurança que as arvores podem lhes proporcionar; outros animais usufruem das folhas e ramos tenros de algumas árvores como fonte de alimento; e, os homens usufruem dos frutos como alimentos; da madeira como matéria prima; raízes, caules e folhas como fonte de medicação; usufruem da sombra fresca que as frondosas árvores proporcionam; enfim, muitas são as utilidades de uma arvore. Porém, o Senhor Jesus se refere a uma espécie que é útil para alimentar aos que a ela recorrem. Ele não especificou uma espécie por que as necessidades do homem são incontáveis. Diante disto, o que o Senhor quer nos ensinar é que no “pomar” de Deus não existe apenas uma espécie de arvore frutífera, mas que existe uma arvore especifica para cada necessidade.

Quando observamos as pessoas como árvores, infelizmente, percebemos que tem muito crente que está sendo útil na igreja somente para fazer sombra e, algumas pessoas poderão dizer: – mas, isso não é bom? Não! Não é bom por que, quando comparamos com a atitude de Absalão furtando o coração do povo, vemos claramente que era isso que ele estava fazendo – sombra para o povo – ou seja, Absalão estava se colocando como o melhor lugar para alguém descansar ao seu pé e, infelizmente, encontramos esse tipo de “árvore” dentro das igrejas. São pessoas que julgam terem sempre o melhor conselho, a melhor orientação, a melhor palavra, tem mais compreensão, tem mais conhecimento, enfim, se aquele que necessita de alguma coisa, dentro da igreja não haverá ninguém melhor que ela (pessoa) para o necessitado se achegar.

O que o Senhor estava assegurando para os fariseus é que fazer a diferença entre árvores e frutos de diferentes espécies é muito fácil, a questão é discernir entre as árvores e frutos que são da mesma espécie.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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