A glorificação da natureza humana.

I Coríntios 15: 49-57
 “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”.

De acordo com a suprema soberania de Deus, o pecado não vai ser aniquilado, todavia, ele será derrotado de forma definitiva e eterna na vida dos que se esforçam para “tomar” o Céu. Uma característica interessante na derrota do pecado, é que ela é conquistada de forma progressiva e não instantânea como costumamos ouvir por aí. O propósito de Deus é que o homem chegue ao Céu sem que seus direitos (concedidos pelo próprio Senhor) sejam violados, desta forma, nosso Deus espera que nos esforcemos pelo aperfeiçoamento sem a anulação da livre escolha.

Normam Geisler¹ escreveu com extrema propriedade sobre o plano divino para derrotar o mal, ele diz que o plano de Deus para derrotar o mal foi elaborado nas câmaras conciliares da eternidade, e que, para que o mal fosse conquistado, primeiro ele precisaria ser permitido. Sendo assim, essa permissão, com o fim de proporcionar um bem ainda maior, só produziria efeito sobre criaturas livres. Livres no sentido de terem o direito da livre escolha e, duas categorias de criaturas livres foram criadas pelo nosso Deus: anjos e homens. O foco do nosso estudo no trimestre é o homem e sua natureza.

O homem é tão livre que ele pode até especular sobre as diversas alternativas que Deus tinha para criar um mundo melhor (na visão dos críticos). Segundo seus conceitos, se Deus é tão soberano quanto a Bíblia diz, Ele poderia ter um feito um mundo melhor com pessoas melhores. E, muitas são as criticas destes especuladores entorno deste assunto.

A primeira é que não deveria ou não precisaria criar nada, pois, segundo dizem os especuladores, sendo Deus onisciente, de antemão Ele tinha conhecimento de que sua criação falharia, por isso, a melhor opção seria: não criar nada. Há uma segunda hipótese que os especuladores em suas críticas dizem que Deus deveria ter criado homens e anjos sem o direito de livre escolha – seres autômatos e, assim, evitaria muitos constrangimentos. E as especulações avançam por entre conceitos e teorias que vão além da imaginação, todas fundamentadas estritamente em sentimentos humanos, isto é, tais críticos querem um deus que age impulsionado por sentimentos característicos dos humanos.

É deveras impressionante como existem pessoas que não conseguem visionar o Deus Todo Poderoso, agindo na Sua infinita sabedoria e bondade em favor das suas criaturas e que sua obra visa tão somente proporcionar o maior bem de todos. Por ser, o Senhor, o maior Bem de todos, Ele desejou que sua obra prima da criação – o homem – fosse participante deste extraordinário bem. Bem, esse, que é a vida eterna ao lado do nosso Senhor e a derrota definitiva do pecado.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– 1 – Teologia Sistemática – Normam Geisler.

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