A morte de Noé.

Gênesis 9: 29
 “E foram todos os dias de Noé novecentos e cinquenta anos, e morreu”.

Noé foi o último dos patriarcas antediluvianos. Ele foi chamado de noah (heb.) por seu pai Lameque, porque iria confortar (heb, naham, a mesma raiz de “Noé’’) a humanidade sobrevivendo a um dilúvio universal e, assim, tornar-se-ia a figura principal no início de uma nova era da história humana – “E chamou o seu nome Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou”.

Quando Noé tinha 480 anos de idade, Deus anunciou um período de 120 anos de provação final para o homem – “Então, disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos”, e logo depois disso ele recebeu o projeto para a arca. Com meio milênio de experiência, Noé estava, sem dúvida alguma, bem qualificado para tal tarefa; porém as qualificações mais importantes eram as espirituais – “Noé, porém, achou graça aos olhos do SenhorNoé era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus”.

Apesar da dificuldade de imaginar chuva e inundações (“coisas que ainda não se viam”), e suportando o escárnio de seus contemporâneos, “Pela fé, Noé, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé”. Enquanto “a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca“, o grande patriarca, como um “pregoeiro da justiça”, estava sem dúvida alguma constantemente explicando o terrível significado deste projeto ao “mundo dos ímpios” que o cercava.

A civilização era suficientemente avançada naquela época para permitir que a notícia das atividades de Noé fosse divulgada aos homens por todo o globo, Noé foi pai aos 500 anos de idade. Seus três filhos eram Sem, Cam e Jafé. Sem era provavelmente o mais novo, tendo nascido quando Noé tinha 503 anos. Tendo armazenado na arca “toda comida que se come”, Noé entrou na arca no segundo mês de seu 600º ano de vida. Deus não só levou os animais para a arca e fechou a porta pelo lado de fora, mas também proveu a subsistência de todas as suas necessidades durante todo o período do Dilúvio (o que é sugerido pela expressão; “Deus lembrou-se de Noé, de todos os animais e de todo o gado, que estavam com ele na arca”.

Após o Dilúvio, Noé ofereceu sobre um altar sacrifícios de animais limpos (deixando alguns pares para reprodução) como um sacrifício especial de ação de graças a Deus. Este clímax da carreira de Noé (juntamente com as misericordiosas promessas de Deus na aliança estabelecida com ele) foi seguido vários anos depois por um episódio que confirma a preservação da natureza pecaminosa do homem através do Dilúvio.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe (Texto extraído na íntegra págs. 1367 e 1369)

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