O Filho na Casa do Pai.

Lucas 2: 42-49
 “E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia e procuravam-no entre os parentes e conhecidos. E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E, quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”

Comparecer “diante” de Deus três vezes por ano não era um costume ou tradição religiosa criada pelos judeus, isso era uma ordenança do próprio Senhor – “Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o Senhor, teu Deus, no lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos; porém não aparecerá vazio perante o Senhor; cada qual, conforme o dom da sua mão, conforme a bênção que o Senhor, teu Deus, te tiver dado”, evidentemente, que nem todos os israelitas tinham condições financeiras para cumprirem com tal ordenança, por isso, a Festa da Páscoa era a preferida entre a maioria do israelitas. A Festa da Páscoa era incorporada à Festa dos Pães Asmos. Era uma semana de festas com início no décimo quarto dia de Nisan e se estendendo até ao vigésimo dia.

No artigo anterior, quando dissemos que Jesus era uma criança tão normal quanto outra qualquer de sua época, nós nos referíamos às características físico-biológicas, pois, neste mesmo capítulo do evangelho que Lucas escreveu, nos versículos anteriores ao do texto proposto acima, lemos que – “E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” e isso , evidentemente, está falando de um tempo bem anterior ao episódio onde Jesus ficou no templo depois de terminada a semana de festa. Desta forma, podemos inferir que Jesus teve consciência de quem era antes dos doze anos.

Terminada a semana de festas, as caravanas retornavam para suas aldeias e cidades natal. Era uma longa peregrinação, onde o número de pessoas que compunham as caravanas era muito grande. Jesus, já com doze anos, como todos os meninos de sua idade, podia andar livremente pelo meio da caravana sem despertar nos pais alguma preocupação, mas, quando o dia começou a declinar e chegando a hora de se recolherem, Jesus não apareceu. Três dias se passaram até encontrarem Jesus no Templo, ou seja, um dia de caminhada voltando para casa; um dia de caminhada regressando para Jerusalém à procura de Jesus; e, um dia em Jerusalém procurando pelo menino.

A declaração de Maria ao dizer que ela e José estavam ansiosos procurando por Ele, deixou Jesus um tanto quanto pasmado, pois, tanto a um quanto ao outro fora anunciado quem era a criança que foi gerada no ventre de Maria. Assim, quando ela falou da sua ansiedade, a resposta de Jesus abriu-lhe o entendimento e, então ela percebeu que quem estava perdido não era Ele. Jesus estava no lugar certo, eles é que O procuraram pelos lugares errados.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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