A visita de Paulo a Éfeso por ocasião da terceira viagem missionária.

Atos 19: 1-3
 “E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João”.

Acredita-se que o evangelho tenha se estabelecido em Éfeso pelo casal Priscila e Áquila. Pessoas de elevada estima na sociedade e estabelecidos financeiramente, que tinham em comum com Paulo além do cristianismo, a profissão – fabricação de tendas. Após o primeiro contato com Paulo, deixaram Roma e foram habitar em Corinto, por causa de um decreto do imperador Claudio (aprox. 49 d.C). Três anos mais tarde, em companhia de Paulo, foram morar em Éfeso, onde serviram de instrumento para reparar alguns erros doutrinários de um servo de Deus chamado Apolo – “E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Áquila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o caminho de Deus”.

Uma das grandes preocupações de Paulo é o entendimento claro do que significa a expressão “unidade da igreja”. Essa expressão não aponta exclusivamente para a comunhão entre os irmãos, ela implica, também, em todos os aspectos, em um “corpo” bem ajustado tanto no sentido físico quanto no espiritual. No sentido físico a “unidade da igreja” aponta para um comportamento, de todos os membros, compatível com a fé professada. Nesse aspecto podemos inserir: trajes, linguajar e estilo de vida.

Na questão dos trajes, não estamos dizendo que todos devem vestir-se iguais, mas estamos falando de trajes decentes tanto para o culto quanto para a rotina diária na vida secular; da questão do linguajar, o crente deve estar ciente e se policiar constante e incessantemente a fim de evitar as pronúncias de termos de baixo calão, o que lhe era muito comum na vida pregressa. Agora, como membro do “corpo” de Cristo, devemos “aprimorar” nosso vocabulário para não escandalizarmos os irmãos; e, por fim, quanto ao estilo de vida, a “unidade da igreja” implica em darmos testemunho de cidadãos do Céu enquanto somos cidadãos deste mundo. O mau comportamento do crente diante da sociedade neste mundo denigre o caráter da igreja que, por conseguinte, ridiculariza o Evangelho de Cristo.

A carta escrita por Paulo e que foi lida na igreja de Éfeso, tinha por objetivo convencer os crentes sobre a nova criatura que agora somos. O que deve ficar bem esclarecido é que o termo “nova criatura” não pode soar como uma troca de pele, assim como ocorre em alguns animais, mas, numa transformação que tem inicio no íntimo e que vai incorrer numa nova mentalidade; nova personalidade; novo caráter; e novo entendimento.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Dicionário Bíblico Wycliffe

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