O que éramos e o que somos em Cristo Jesus.

Efésios 2: 11-13
 “Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto”.

Essa ênfase que Paulo dá no versículo 12 – “éreis gentios na carne”, do capítulo 2 da carta escrita aos crentes de Éfeso, nos conduz ao entendimento de que a maioria dos crentes, que compunham a igreja, era gentios. Não eram nem prosélitos, eram pessoas que segundo o conceito judeu estavam terminantemente excluídas de qualquer possibilidade de salvação.

O que faltou a grande maioria dos judeus, foi entender a razão pela qual Deus fez distinção entre judeus e gentios, desde o chamado de Abraão. Nosso Deus em momento algum insinuou que Israel seria o único povo a receber a salvação por Cristo Jesus, muito pelo contrário, o que o Senhor sempre desejou é que Israel entendesse que por eles todos os gentios – os outros povos – seriam alcançados pela salvação que o Cristo proporcionaria – “… em ti serão benditas todas as famílias da terra”. A condição de “povo escolhido de Deus” que Israel sempre ostentou, nunca foi motivo para que se vangloriassem, pois, a razão de alguém ser escolhido por Deus não dá margem para um comportamento inconsequente diante daquilo para o qual se foi “escolhido”.

Ao firmar uma aliança com Abraão, nosso Deus estabeleceu um sinal físico – a circuncisão – para que este servisse de “selo”. Este “selo” era o símbolo do pacto, e nunca passou disso, que fora firmado entre o Senhor e Abraão e, como sabemos, em um pacto há direitos e, também, há deveres de ambas as partes. A circuncisão nunca foi um sinal de que aquele que tivesse sido circuncidado tinha fé. Entenderam errado o significado do “selo” que Deus exigia em seu povo, julgaram que a circuncisão dava garantia em ser aceito por Deus. Em virtude disto, haviam alguns judeus que, convertidos ao cristianismo, ainda persistiam nessa prática no meio da, chamada, igreja primitiva.

A expressão “incircunciso” denotava que a pessoa era alguém excluído de todo e qualquer propósito divino. Ainda que a pessoa tivesse o desejo conhecer o Deus dos judeus, era imprescindível que tal pessoa se “tornasse” um judeu através da circuncisão. E, dentro desta ótica judia, os gentios estavam irremediavelmente perdidos, sem a mínima chance de, sequer, receber uma benção de Deus.

É diante deste contexto que Paulo convida os crentes efésios a não se comportarem como os judeus. Paulo quer que os crentes, não somente os daquela época, mas os crentes de todas as épocas, entendam que a obra que Jesus realizou na cruz e que proporciona salvação ao homem, pode ser alcançada por qualquer um, desde que creia com fé.

A igreja é o cumprimento da promessa que Deus fez a Abraão. A igreja que é formada por “todas as famílias da terra” está sob uma promessa de redenção e, o “selo” da Nova Aliança não é um sinal físico que assegura a legitimidade do pacto, mas o Espírito Santo de Deus que nos identifica como propriedades peculiares do nosso Deus e Senhor.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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