Apenas os eleitos em Cristo foram predestinados.

Romanos 8: 29,30
 “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

Evidentemente devemos observar certos princípios ao ensinar a doutrina da eleição:
(1) Não devemos ir além da posição a que a Palavra de Deus nos leva. Sempre haverá alguns mistérios sobre a eleição que nunca poderemos explicar ou imaginar totalmente.
(2) Nosso dever é pregar o Evangelho para todos, no poder do Espírito Santo – “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!”; Deus conhece aqueles que são seus -“Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade”.
(3) A eleição deve ser uma doutrina de esperança e conforto para o povo de Deus – não uma doutrina de horror e desespero. Os crentes devem ser encorajados a assegurar sua chamada e eleição – “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis”. Esses princípios, quando mantidos dentro de um equilíbrio apropriado, nos permitirão fugir dos extremos que estão tão frequentemente associados a essa gloriosa verdade.

Pelo que o apóstolo Paulo escreveu, no texto bíblico acima, e sendo a sua doutrina digna de toda aceitação, a predestinação é algo que se aplica somente aos que estão salvos. Segundo o que ESTÁ ESCRITO os salvos são predestinados a serem conforme Cristo. Essa é a única interpretação plausível do texto. Não gosto de ficar debatendo sobre um assunto do qual ninguém detém com exatidão o pleno conhecimento, mesmo porque, cada um tem a “sua maneira” de entender ou de “enxergar” as verdades bíblicas. Este assunto, sobre eleição e predestinação nunca vai ser exaurido e, muito menos, concluído.

As Escrituras certamente ensinam uma predestinação, mas não que Deus predestina alguns para a vida eterna e outros para o sofrimento eterno. Ele predestina “a todos os que querem” a serem salvos — e esse plano é bastante amplo para incluir a todos que realmente desejam ser salvos. Essa verdade tem sido explicada da seguinte maneira: na parte de fora da porta da salvação lemos as palavras: “quem quiser pode vir”; quando entramos por essa porta e somos salvos, lemos as palavras no outro lado da porta: “eleitos segundo a presciência de Deus“. Deus, em razão de seu conhecimento, previu que essas pessoas aceitariam o evangelho e permaneceriam salvos, e predestinou para essas pessoas uma herança celestial. Ele previu o destino delas, mas não o fixou. A doutrina da predestinação deve ser vista, não com propósito especulativo, e, sim, com propósito prático.

Gosto sempre de dizer, mesmo que isso aborreça os teólogos, que alguns atributos de Deus não permitem que Ele faça acepção de pessoas – eleição/predestinação -, deliberadamente Ele não faz isso e, Ele mesmo garante isso em Sua Palavra – “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas”.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
 – Dicionário Bíblico Wycliffe (pag 626)
– Conhecendo as doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman

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