A fé, uma arma contra a oposição.

Efésios 6: 12-16
 “Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno”.

Evidentemente que ao lermos este texto bíblico somos impelidos a pensar que a batalha na dimensão espiritual se dá corpo a corpo com demônios. Não é bem assim! Os adversários são os demônios, sem duvida alguma, no entanto eles não vão se apresentarem pessoalmente a nós, mesmo por que são espíritos, mas indiscutivelmente, eles usarão outras pessoas, influenciadas por eles, para fazerem guerra contra nós. E temos que ter discernimento acerca disto, pois é muito comum criarmos um campo de batalha contra o irmão enquanto que o verdadeiro inimigo se diverte com a situação.

Embora o nível de intensidade da maldade no coração do homem esteja em níveis alarmantes e, para nós crentes, isso não é nenhuma notícia para provocar espanto, todavia, em lugar algum da Bíblia Sagrada vamos encontrar alguma orientação divina sobre combater o próprio homem. Nossa guerra não é no plano físico e muito menos é contra nosso semelhante. Temos que ter em emente que as mais duras e cruentas bestialidades cometidas pelo homem só são possíveis sob a terrível influência diabólica.

A Declaração de Fé das Assembleias de Deus reforça o que a Bíblia ensina a respeito da depravação do ser humano e, nos ensina o seguinte:

Todas as pessoas estão mortas em ofensas e pecados; são inimigas de Deus e escravas do pecado. A corrupção do gênero humano atingiu o homem em toda a sua composição — corpo, alma e espírito, conforme lemos em Isaías – “Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã”. Isso prejudicou todas as suas faculdades, quais sejam: intelecto, emoção, vontade, consciência, razão e liberdade. Portanto, o homem por si mesmo não consegue voltar-se para Deus sem o auxílio da graça divina. Apesar de tudo, a imagem de Deus no homem não foi aniquilada; foi, no entanto, desfigurada a tal ponto que a sua restauração só é possível em Cristo”.

Por isso é que Paulo, em suas cartas pastorais, enfatiza o ensino de que não é o nosso semelhante que temos que combater, estes, quando entregues a própria sorte, simplesmente tornam-se instrumentos nas mãos do diabo para se rebelarem contra tudo o que diz respeito à glória do Nome do Nosso Deus e, nós estamos incluídos nesse “tudo”. Sendo assim, a exortação de Paulo a respeito de estarmos de posse do escudo da fé, aponta para uma condição que o homem, por si só, não alcança.

A nossa natureza nos conduz a viver de acordo com a Lei de Newton – “toda ação gera uma reação”, ou seja, quando estamos dominados estritamente pelos sentimentos inerentes à nossa natureza humana, estamos inclinados a reagir instantaneamente diante de uma situação provocativa, mas quando estamos de posse do escudo da fé, duas coisas podem acontecer: primeira, as provocações não nos atingirão, isto é, o escudo da fé as bloqueará e, segunda, de acordo com o texto de Paulo, o escudo da fé “apaga” os dardos inflamados, ou seja, ainda que sejamos atingidos por eles (os dardos), eles não exercerão sobre nós o efeito para o qual foram atirados, pois estão apagados.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– Declaração de Fé das Assembleias de Deus

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