Quem poderá impedir os planos de Deus?

Jó 11: 9-10
 “Mais comprida é a sua medida do que a terra; e mais larga do que o mar. Se Ele destruir, e encerrar, ou juntar, quem o impedirá?”

Embora o Senhor não faça acepção de pessoas, isto é, pouca importância tem para Deus qual o grau de instrução que temos ou a que nível socioeconômico estamos inserido, todavia, Ele exige que sejamos, ou melhor, que adquiramos sabedoria vinda do alto para tratar, em todas as esferas de nossas vidas, todo e qualquer tipo de assunto ou situação. Por “sabedoria vinda do alto” entendemos que se trata de tudo quanto o Senhor tem nos ensinado por Sua Palavra, e estes ensinos são preceitos imprescindíveis para darmos testemunho de que vivemos um estilo de vida conforme a prescrição divina – “… tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

A teologia dos amigos estava engessada e não admitia nenhuma possibilidade de variação quanto à interpretação. Eles insistiam na lei retributiva – o bom é abençoado e o mal punido. Afirmavam que é assim que Deus age sem nenhuma complacência, ou seja, aquilo que o homem “plantar” é o que vai colher e, dentro da perspectiva de Zofar não há como ser diferente disso por que Deus é justo. Zofar está certo na sua teoria, mas “redondamente” enganado quanto à aplicação desta lei por Deus.

O principio da lei retributiva é que o culpado seja punido de acordo com o delito (pecado) cometido – “olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé”. Este tipo de lei chamado de “Lei de talião” está inserido no Código de Hamurabi que foi escrito (segundo pesquisadores) cerca de 300 anos antes do livro bíblico, o livro do Êxodo. Entretanto, quanto ao sentido bíblico que esta lei dá, ele não pode ser entendido no sentido literal, antes, é apenas um meio de levar as pessoas a compreenderem que a punição vai ser proporcional ao delito. A correta aplicação da lei retributiva, dentro da perspectiva bíblica, é feita no que se aplica às consequências daquilo que o homem plantou como, por exemplo, o pecado de Davi. O rei Davi teve seu pecado perdoado, mas, não ficou livre das consequências daquele ato.

As refutações de Jó causou uma grande irritação nos seus amigos e, infelizmente, por não possuírem uma Bíblia deixaram-se ser facilmente dominados pelo ódio – “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” e, em vista disso, acirraram seus discursos. Zofar nesta ultima parte do seu discurso afirma que Jó não tem a mínima compreensão da altura, da profundidade e da extensão da sabedoria de Deus, mas, diferente de Jo, ele próprio conhecia a grandeza da sabedoria de Deus e poderia ensiná-la a Jó se ele lhe desse ouvidos.

Além de não conhecer a grandeza do amor de Deus, Zofar não se preocupou em compartilhar, nem que fosse o mínimo, desse amor com Jó.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

Referências:
– https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_talião
– Bíblia de Estudos Pentecostal
– Comentário Bíblico Expositivo do Velho Testamento – Warren W. Wiersbe

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