Deus pergunta a Jó a respeito da natureza dos animais.

Jó 39: 1-2
 “Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos, ou consideraste as dores das cervas? Contarás os meses que cumprem ou sabes o tempo do seu parto?”

Nosso Deus fala a Jó sobre algumas espécies de animais selvagens que por não serem domesticados, não têm o cuidado que algumas pessoas tanto dispensam aos seus animaizinhos. A questão que o Senhor levantou para Jó responder é sobre quem cuida destes animais; quem lhes garante a sobrevivência provendo-lhes o alimento diário. Afinal de contas o que menos se houve, agora falando dos nossos dias, é que uma alcateia de leões morreu de fome ou que um bando de corvos precisa ser alimentado e, da mesma forma as crias, ainda que estejam num ambiente onde o perigo ronda vinte e quatro horas por dia, chegam a idade adulta e dão continuidade ao clã.

Tudo isso, são coisas que acontecem desde a criação. São coisas que, independente da vontade do homem, tem mantido um ciclo infindável para povoar o planeta. Predadores sempre foram predadores e sempre procriaram proporcionalmente à quantidade de presa que existe. Quando olhamos para o continente africano, principalmente algumas regiões onde há predominância da vida selvagem, vemos o quanto inóspito é o habitat para algumas espécies, mas, elas continuam vivas. As florestas geladas da Europa, embora estejam sempre cobertas por uma grossa camada de neve, ainda assim, os animais que lá habitam são mantidos vivos. Quem proporciona a esses animais, tanto do continente africano quanto do europeu, condições de sobrevivência? O homem?

O que o nosso Deus queria proporcionar a Jó, bem como a nós também, é a consciência de que, embora, tenhamos o conhecimento de como algumas espécies se comportam para sobreviver em determinadas regiões do planeta, isso não nos dá nenhuma sustentação para reivindicarmos o título de sábio. Ainda que a ciência explique muitas coisas acerca da natureza dos animais e, através de estudos e pesquisas consiga criar ou mudar as cadeias de DNA de algumas espécies, tornando-as mais saudáveis e robustas; embora haja muitas organizações voltadas à manutenção da vida de muitas espécies de animais em extinção (como dissemos acima, o que levou alguns animais à extinção foi o próprio homem e não a natureza em si mesma), todavia, ninguém pode explicar como (até a ação prejudicial do homem) os animais, em plena floresta ou no meio em que vive, eram mantidos vivos.

Ainda que se saiba que é Deus quem mantem a vida, é impossível explicar razoavelmente como Ele faz isso. A cada animal, Deus deu um instinto peculiar de sobrevivência e, ainda que para nós o comportamento de alguns deles denote insegurança contra à própria existência ou a perpetuação da espécie, ele agem conforme esse instinto de sobrevivência que o Senhor os deu. Na verdade, o que o Senhor queria argumentar com Jó era o seguinte: – “Jó, por acaso, foi necessário que Eu colocasse algum homem para cuidar ou manter vivo os animais? Por acaso, quando o homem se aproximou deles não foi para fazer exatamente o contrário?”

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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