Deus tudo pode e seus planos serão plenamente executados.

Jó 42: 2
 “Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido”.

Quando o Senhor deu testemunho do caráter, da personalidade, da integridade e da retidão de Jó, em momento algum o Senhor insinuou que Jó era perfeito. Nós é que temos o péssimo hábito de exaltar ou infamar as pessoas pela forma como se comportam. Infelizmente, damos crédito demasiado a alguém só pelo fato de ter boa aparência e, por outro lado, desacreditamos de outras pessoas pelo fato, de estas, não estarem apresentáveis. O testemunho que nosso Deus deu de Jó a Satanás, revela que nosso Deus é um Pai amoroso, que zela por manter o caráter dos seus filhos (ainda que falhos) de forma irrepreensível. Nosso Deus não precisava dizer a Satanás que Jó tinha defeitos, mesmo por que Satanás sabia disso. O que Satanás não sabia era o tipo de defeito.

O Senhor sempre soube (todo o tempo) que o conhecimento que Jó tinha dEle era imperfeito. Jó, de fato, era reto, integro e temente e Deus, todavia essas virtudes não implicavam ou não exerciam total influência no tipo de relacionamento que ele tinha com Deus. O que estamos querendo dizer é que, embora, possamos ter um profundo conhecimento de quem seja Deus e nos comportemos de maneira exemplar tanto na igreja como na sociedade em que vivemos, isso não quer dizer que temos um profundo e intimo relacionamento com Deus a ponto de sabermos quem, de fato, Ele é.

O livre arbítrio concedido por Deus às suas criaturas racionais nunca foi anulado pela Soberania Divina. A história de Jó é prova cabal de que o Senhor não interfere diretamente nas escolhas que o homem faz, e devemos entender que o termo “escolha” deve ser interpretado de forma literal e abrangente, ou seja, é todo tipo de escolha que fazemos na vida. Estejamos cientes de que aceitar e admitir uma verdade ou não aceitar e não admitir uma verdade é, também, uma escolha que fazemos. Sem dúvida alguma, o Senhor usa os meios mais convincentes para nos fazer escolher a melhor opção, mas, interferir na nossa decisão, isso Ele não faz.

É interessante observar que no decorrer de toda a história da humanidade o Senhor sempre respeitou nossos costumes e tradições culturais, entenda que dissemos que sempre respeitou, não dissemos que aprovou. Na história de Jó, vemos que o Senhor enviou alguns amigos para consolarem o patriarca e, na história são citados quatro nomes, todavia, da mesma forma como Eliú surgiu inesperadamente em cena, podemos acreditar (hipoteticamente) que haviam  outras pessoas, além deles, cujos nomes não foram citados. E, respeitando a tradição cultural em que estavam inseridos, os mais velhos falaram primeiro, porém, eles demonstraram que a tradição cultural e que os costumes sociais não implicam e solução para os problemas de ordem espiritual.

Aprendemos através da história de Jó que o sofrimento tem sempre o aspecto pedagógico na vida do crente e, que o espaço de tempo que vamos “sofrer” é determinado pelo tempo que vamos assimilar o que o Senhor quer nos ensinar com determinada situação. Claro que devemos fazer distinção entre o que são consequências de nossos erros daquilo que é um “teste” divino.

Erivelton Figueiredo

Deus te abençoe.
Graça e Paz.

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